Publicado em 18/10/2011 as 12:00am

Gilad Shalit diz esperar que acordo "favoreça a paz" entre israelenses e palestinos

Em suas primeiras declarações após ser solto, o soldado israelense Gilad Shalit afirmou que espera que o acordo para a troca de prisioneiros entre Israel e Hamas ajude a buscar a paz entre os povos israelenses e palestinos.

Em suas primeiras declarações após ser solto, o soldado israelense Gilad Shalit afirmou que espera que o acordo para a troca de prisioneiros entre Israel e Hamas ajude a buscar a paz entre os povos israelenses e palestinos.

“Espero que este acordo favoreça a paz entre palestinos e israelenses e à cooperação entre os dois povos”, afirmou, em entrevista a uma emissora de televisão egípcia.

O israelense acrescentou que ficaria “muito feliz” se os presos palestinos que continuam nas cadeias israelenses -- são cerca de 6.000 -- fossem libertados para retornar às suas famílias.

O soldado também disse que está bem de saúde e com saudades da família. “Claro que sinto saudades da minha família e dos meus amigos.”

Ele também declarou que “sabia” que ia ser solto. “Foram longos anos, mas sabia que ia chegar o dia em que fosse libertado.”

Shalit contou que soube da notícia da sua libertação há uma semana. “Não posso descrever meus sentimentos então [quando soube]. Senti que me esperavam momentos muito difíceis.”

Shalit já se encontra em Israel, onde entrou pelo posto de controle de Kerem Shalom, na fronteira com o Egito.

Por outro lado, comboios de ônibus que levam os primeiros presos palestinos soltos já chegaram à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, segundo testemunhas reportadas pela agência de notícias "AFP".

Na Faixa de Gaza, três veículos do Hamas e um da Cruz Vermelha abriram caminho a um comboio composto por oito ônibus. Na Cisjordânia, um comboio de vários ônibus se dirige à cidade de Ramallah, onde deve ser recebido pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Acordo histórico

O soldado Gilad Shalit foi solto na madrugada desta terça-feira (18), no Egito, após o acordo entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

A libertação de Shalit foi possível após o aval da Suprema Corte israelense, que rejeitou quatro recursos de parentes de vítimas de atentados.

Segundo o acordo, Shalit seria trocado por 1.027 prisioneiros palestinos, dos quais 477 seriam soltos antes de sua libertação. Dentre esses, 280 haviam sido condenados à prisão perpétua pela morte de civis israelenses.

Israel terá agora de cumprir a segunda parte do acordo. Nos próximos dois meses, 550 outros prisioneiros devem ser libertados. Os nomes desses presos ainda não foram definidos.

*Com informações das agências internacionais

Fonte: UOL.COM.BR

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