Publicado em 15/03/2012 as 12:00am

Sabão de roupa vira moeda no mercado negro de drogas nos EUA

As polícias de diversos Estados americanos estão registrando uma onda nacional de furtos

As polícias de diversos Estados americanos estão registrando uma onda nacional de furtos em todo o país de sabão líquido usado para lavar roupas. Os ladrões estão roubando o sabão líquido da marca Tide, cuja garrafa grande custa até US$ 20 (mais de R$ 35) nos supermercados. O produto virou uma espécie de moeda no mercado negro, e tem sido cada vez mais usado por ladrões viciados para financiar seus hábitos de consumo de drogas.

Os supermercados estão precisando tomar precauções para proteger seus estoques de Tide. Na capital americana Washington, a rede de farmácias CVS, que tem lojas em todo o país, está colocando dispositivos antifurto em todas as garrafas do sabão líquido.

Em uma das lojas, as garrafas ficam guardadas em um armário de vidro trancado.

Vício

Na Califórnia, um homem foi preso acusado de roubar nove garrafas. Ronald Ledesma, de 54 anos, provocou um acidente de carro próximo à cena do crime, quando tentava fugir. A polícia de Orange County disse ao jornal Los Angeles Times que estipulou uma fiança de US$ 1 milhão a Ledesma.

O porta-voz da polícia, Jim Amormino, disse que a polícia está "estupefata" com a onda de furtos de Tide. Ledesma, que já foi condenado por outros crimes violentos no passado, estava drogado na hora do furto. Segundo a polícia, ele havia tomado metanfetamina na época. O porta-voz da polícia disse que isso é um padrão comum nesse tipo de crime.

Crimes idênticos foram registrados em diversos Estados americanos. Em Maryland, um supermercado da rede Safeway disse que estava sofrendo prejuízos de milhares de dólares por semana até que dezenas de pessoas foram presas.

Em West St. Paul, no Estado de Minneapolis, um homem declarou-se culpado de ter furtado US$ 6 mil em Tide de um supermercado da Walmart. Ele ficou três meses na cadeia.

Os fabricantes da Tide, a empresa Procter & Gamble, disseram à agência de notícia AP que estão surpresos com a onda de furtos.


Fonte: (da uol)