Publicado em 23/07/2013 as 12:00am

Crise política termina em Portugal com a mudança de seis ministros

Crise política termina em Portugal com a mudança de seis ministros

Lisboa, 23 jul (EFE).- O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, aceitou nesta terça-feira a mudança de seis ministros do Executivo da coalizão conservadora, o que põe fim à crise de governo aberta no país há três semanas.

Três dos ministros se incorporam ao gabinete de Pedro Passos Coelho, nas pastas de Relações Exteriores, Economia e Ambiente, enquanto outros três mudam de pasta em um ajuste que dá mais poder aos democratas-cristãos, membros minoritários da aliança que está no poder desde junho de 2011.

O líder dessa formação, Paulo Portas, cuja renúncia ao Ministério das Relações Exteriores pôs em risco a maioria absoluta do Executivo e abriu a crise política no último dia 2, assume agora o
cargo de vice primeiro-ministro do novo governo.

A remodelação ministerial foi a solução proposta por Passos Coelho para garantir a maioria absoluta de seu Executivo, mas Cavaco não aceitou e optou por convocar um pacto de salvação nacional entre a aliança conservadora no poder e a oposição socialista. Mas as negociações fracassaram depois de seis dias de discussão.

O chefe de Estado decidiu então confirmar a posição do primeiro ministro e informou hoje que aceita as mudanças ministeriais propostas por Passos Coelho, que ampliaram em quatro o número de ministros democratas-cristãos, incluindo o novo cargo número dois do Executivo.

Entre os três novos ministros há dois do mesmo Partido Social Democrata (PSD, centro-direita) de Passos Coelho e Cavaco. Tratam-se de Rui Facão, novo titular das Relações Exteriores, e Jorge Moreira da Silva, que assume Ambiente e Administração Territorial.

Estas duas áreas foram tiradas do Ministério da Agricultura, que mantém a democrata-cristã Assunção Cristas.

Antônio Pires de Lima, (CDS-PP, democrata-cristão) assume o Ministério da Economia no lugar de Álvaro Santos Pereira. Pedro Mota Soares, também do CDS-PP, se mantém no Ministério de Solidariedade e Seguridade Social, que agora também soma a área de Emprego, que antes era vinculada à pasta da Economia.

As mudanças elevam a 15 o número total de membros do Executivo português que, segundo declararam no domingo os dois partidos que o integram, tem a "coesão" necessária para concluir a legislatura, em 2015, e seu programa do resgate financeiro.

Fonte: www.uol.com