Publicado em 7/11/2013 as 12:00am

Governo desmente reunião entre Dilma e Mujica nesta sexta-feira

Governo desmente reunião entre Dilma e Mujica nesta sexta-feira

Brasília, 7 nov (EFE).- A presidente Dilma Rousseff "não tem prevista nenhuma reunião" com o presidente uruguaio, José Mujica, nesta sexta-feira, confirmaram nesta quinta-feira à Agência Efe fontes oficiais, que desmentiram versões nesse sentido procedentes de Montevidéu.

Dilma estará amanhã na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, onde participará de um ato oficial, e no resto do dia terá uma "agenda privada" em Porto Alegre, explicou um porta-voz da Secretaria de Comunicação da Presidência.

A fonte acrescentou que amanhã não está previsto "nem um encontro formal nem um encontro informal" com Mujica, nem no Rio Grande nem em Porto Alegre, cidade na qual Dilma permanecerá até domingo, quando partirá rumo a Lima, onde estará em visita oficial na próxima segunda-feira.

Em Montevidéu, a imprensa local e fontes citadas por diversos meios insistiram que Mujica viajará amanhã a Porto Alegre ou Brasília para uma reunião com Dilma e que depois seguirá rumo a Caracas, para um encontro com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Segundo essas versões, um dos assuntos que Mujica desejava tratar com Dilma e Maduro é a situação do Paraguai no Mercosul e a possível reincorporação plena desse país ao bloco.

O Paraguai foi suspenso do Mercosul em junho de 2012 após a cassação do então presidente Fernando Lugo, e no mesmo dia o bloco incorporou a Venezuela como membro pleno, apesar de seu ingresso ainda não ter sido aprovado pelo Parlamento paraguaio.

Enquanto durou a suspensão, que o Mercosul suspendeu após a posse do novo presidente paraguaio, Horacio Cartes, o Parlamento desse país votou o tratado de adesão da Venezuela ao bloco e o rejeitou.

Na segunda-feira passada, o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, explicou inclusive que seu país não participará da próxima cúpula de chefes de Estado e de governo do Mercosul em Caracas nem em nenhuma outra do bloco, até que o Parlamento não aprove a entrada da Venezuela.

Fonte: www.uol.com