Publicado em 29/01/2014 as 12:00am

Republicanos reagem a discurso de Obama em tom competitivo

Republicanos reagem a discurso de Obama em tom competitivo

Parlamentares republicanos responderam em tom competitivo ao pronunciamento anual do Estado da União do presidente dos EUA, Barack Obama, com diferentes alas do partido disputando para avançar com suas próprias receitas para o melhor caminho a ser trilhado pelo país. A deputada Cathy McMorris Rodgers, responsável por entregar a resposta oficial dos republicanos a Obama, reforçou a antiga doutrina do partido que "defende o livre mercado e confia nas pessoas para que tomem suas próprias decisões, e não um governo que decida por você". McMorris Rodgers, em seu quinto mandato como parlamentar do Estado de Washington, desferiu um amplo golpe contra o Obamacare, projeto do governo para a área da saúde aprovado em 2010, mediante oposição dos republicanos. Ela atacou os atrasos e as quase 50 alterações significativas no programa de saúde desde sua sanção. "Nós falamos com pessoas até demais que receberam notificações de cancelamento que não esperavam, ou que não poderiam mais consultar seus médicos de sempre", disse McMorris Rodgers sobre a reforma no sistema de saúde, que enfrentou problemas no início de operação. "Não, não devemos retornar a como era antes, mas a lei de saúde do presidente não está funcionando", disse ela. Os senadores Rand Paul, do Estado do Kentucky, e Mike Lee, do Utah, políticos de destaque do movimento conservador de oposição Tea Party, protagonizaram diferentes repostas ao discurso de Obama. Paul, que entrou para o Senado em 2011 e é com frequência cotado como possível candidato presidencial para 2016, recorreu à base conservadora do Partido Republicano. "O crescimento econômico virá quando baixarmos os impostos para todos", disse Paul. "O gasto governamental não funciona." As iniciativas do Tea Party, segundo Lee, que vão de reformas na seguridade social e na justiça criminal à concessão de subsídios corporativos, "vai colocar os norte-americanos de volta ao trabalho, não só ao reduzir o tamanho do governo, mas ao consertar um governo quebrado".

Fonte: (g1)