Publicado em 2/02/2014 as 12:00am

Kerry diz que EUA 'estão ao lado do povo' ucraniano

Kerry diz que EUA e União Europeia 'estão ao lado do povo' ucraniano

O secretário de Estado americano, John Kerry, expressou neste sábado (1º) o apoio americano e europeu aos opositores ucranianos, ao afirmar que "Estados Unidos e União Europeia estão ao lado do povo ucraniano em seu combate" por uma aproximação da Europa. "A luta por uma futura Europa democrática é mais importante hoje na Ucrânia que em qualquer outra parte", afirmou o chefe da diplomacia americana durante um discurso pronunciado na Conferência de Munique sobre Segurança. A oposição ucraniana advertiu que considera "muito provável" uma intervenção do exército contra os manifestantes que protestam há mais de dois meses em Kiev. Em um encontro em Munique com autoridades europeias, como a chefe da diplomacia da União Europeia (UE) Catherine Ashton, um dos líderes da oposição, Arseni Yatseniuk, afirmou que é "muito provável" que as autoridades ucranianas cogitem "recorrer à força, inclusive com a participação do exército", informou seu partido em um comunicado. Os militares ucranianos afirmaram que não tentariam interferir na crise, mas na sexta-feira (31) pediram ao presidente Viktor Yanukovytch, "comandante supremo das Forças Armadas", que adote medidas urgentemente para "estabilizar a situação no país", por considerar que a integridade territorial está ameaçada. Yatseniuk também se reuniu com o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, e com o presidente alemão Joachim Gauck. Após o encontro, ele afirmou que a Alemanha estava disposta a receber o ativista opositor Dmytro Bulatov para proporcionar atendimento médico. Bulatov declarou na sexta-feira que foi torturado durante uma semana depois de ter sido sequestrado em 22 de janeiro. O opositor, que relatou ter sido "crucificado e sofrido cortes", ficará sob prisão domiciliar como "suspeito de organização de distúrbios", informou a polícia. O ministério do Interior afirmou na sexta-feira que não descarta "uma montagem de sequestro para provocar uma reação negativa na sociedade". O movimento de protesto começou em novembro, depois da decisão repentina de Yanukovytch de desistir de assinar um acordo de associação com a UE, negociado durante meses. Ele optou por uma aproximação da Rússia, que concedeu um crédito de 15 bilhões de dólares e uma redução do preço do gás.

Fonte: (G1)