Publicado em 16/07/2014 as 12:00am

EUA deportam 40 adultos e crianças imigrantes indocumentadas

Segundo fontes oficiais, das 233 mil deportações registradas no ano fiscal de 2014

 Com a devolução para Honduras de 40 adultos acompanhados de menores começou na segunda-feira (14) as deportações de imigrantes ilegais que entraram recentemente nos Estados Unidos, e elas serão seguidas por mais nos próximos dias e semanas, anunciou o Departamento de Segurança Nacional (DHS).

"Estamos diante da fase inicial do processo de deportação", garantiram fontes do DHS, que lembraram a vontade das autoridades de acelerar os procedimentos para devolver os imigrantes ilegais para seus países de origem.

O anúncio confirma as recentes declarações do secretário de Segurança Nacional, Jeh Johnson, que avisou, durante uma recente viagem ao Texas, que as fronteiras dos EUA "não estão abertas para a imigração ilegal".

Durante uma visita durante no fim de semana ao centro de estadia temporária de adultos com crianças em Artesia (Novo México) e Welsaco (Texas), Johnson disse, se dirigindo aos que tentaram imigrar ilegalmente para os Estados Unidos que a mensagem do governo federal é clara: "Mandaremos vocês de volta outra vez".

Os esforços dos Estados Unidos buscam acelerar os processos de deportações de "maneira rápida, segura e humanitária", anunciou o secretário de Segurança.

Johnson ainda pediu aos cidadãos centro-americanos "que avaliem se o investimento de milhares de dólares" que fazem para atravessar a fronteira se justifica vendo que serão devolvidos logo após chegar.

Para acelerar as deportações dos menores centro-americanos que chegam sozinhos aos EUA, a Casa Branca indicou hoje que está aberta a mudar a lei ou criar uma nova.

Através de uma nova lei ou introduzindo modificações na de 2008, o porta-voz da Casa Branca informou hoje que o governo está estudando a maneira de dar maior flexibilidade ao DHS "para repatriar indivíduos que não cumprem os requisitos legais para permanecer no país".

A lei de 2008, aprovada sob o mandato republicano George W. Bush, proíbe a deportação automática de menores imigrantes ilegais vindos de países não fronteiriços, como é o caso das crianças centro-americanas, e obriga que seus casos sejam ouvidos individualmente por um juiz de migração.

Diante da falsa ideia, supostamente divulgada pelos "coiotes", de que os imigrantes terão "passagem livre" assim que pisarem em território americano, o responsável de Segurança Nacional reiterou que o que os espera é a deportação.

Nos últimos dez meses, já foram registrados 57 mil menores imigrantes vindos da América Central, o que fez a situação adquirir dimensões de "crise humanitária".

Segundo fontes oficiais, das 233 mil deportações registradas no ano fiscal de 2014, 87 mil corresponderam a pessoas naturais da América Central, a maioria de Honduras, Guatemala e El Salvador.

Para dar suporte à questão enquanto a lei não é alterada, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu R$ 7,4 bilhões (US$ 3,7 bilhões) extras ao Congresso para reforçar a vigilância, aumentar a ajuda humanitária, acelerar os processos judiciais e aumentar a cooperação internacional.

Fonte: Redação Brazilian Times