Publicado em 10/11/2014 as 12:00am

Brasileiro é ludibriado e entrega todo salário para "falso amor" no Brasil

O brasileiro José P. trabalha como carpinteiro e vive em Massachusetts há mais de 10 anos. Ele sempre foi uma pessoa sozinha e durante uma conversa com o a redação do Brazilian Times, atribuiu esta solidão à carência de beleza física

O brasileiro José P. trabalha como carpinteiro e vive em Massachusetts há mais de 10 anos. Ele sempre foi uma pessoa sozinha e durante uma conversa com o a redação do Brazilian Times, atribuiu esta solidão à carência de beleza física. Emocionado e chateado, o mineiro de Governador Valadares contou como caiu em um esquema que já deve ter feito várias vítimas.

José conta que devido à solidão, seu maior passatempo é navegar na internet, conhecer pessoas e foi justamente no mundo virtual que conheceu uma mulher que se identificou como Neide. “Ela dizia que era de Ipatinga e no início fizemos uma grande amizade e o relacionamento saiu do computador para o telefone”, disse.

Segundo ele, um mês e meio depois ela pediu um dinheiro emprestado sob a alegação de que seu telefone seria cortado. “Com medo de perder a minha companhia de todas as noites eu enviei o valor pedido, apesar de achar muito alto”, disse ressaltando que enviou no nome de uma outra pessoa que segundo ela seria sua prima. “Ela me disse que o CPF dela não estava regularizado e por isso não poderia receber o dinheiro”, continua.

Os meses foram passando e os dois foram ficando mais íntimos e o relacionamento teve até sexo virtual. “Ela me dizia se eu mandasse $US20, ela me faria subir nas alturas. Eu topava, pois era a minha única opção de me aliviar sexualmente”, afirma. “Mas ela começou a falar que estava apaixonada por mim e que queria algo mais sério. Foi então que, depois de muita conversa, ela me convenceu a começar a construir uma casa para morarmos. Eu também estava muito ligado nela”, lembra.

José disse que enviavam cerca de mil dólares todo mês e ela sempre mandava fotos de uma casa que estaria sendo construída para os dois. O tempo passou e quatro meses depois, ele pediu a um amigo para ir no endereço onde a mulher disse que estava a construção da casa. “Para a minha surpresa, ele chegou lá e viu que funcionava um supermercado no lugar”, disse.

Assim que descobriu a mentira, José ligou para a Neide. “Eu disse a ela o que tinha acontecido e ela desligou na minha cara. Depois me excluiu do Skype. A picareta não atende mais os meus telefonemas”, se revolta.

José ressalta que deixou esta história chegar à mídia porque sabe que muitas outras pessoas podem ser vítimas deste tipo de golpe. “Muitos dos brasileiros que vivem nos Estados Unidos são carentes de carinho e atenção e ficam mais acessíveis á este tipo de armação”, conclui.


Fonte: Da Redação