Publicado em 26/10/2015 as 12:00am

Terremoto que atingiu o Sul da Ásia deixa pelo menos 180 mortos e mais de 600 feridos

Tremor de magnitude 7,5 na escala Richter durou cerca de dois minutos. Vítimas são do Paquistão, do Afeganistão e da Índia

Mais de 180 pessoas morreram vítimas de um violento terremoto, que atingiu o Afeganistão e também países próximos, como o Paquistão e a Índia. A maioria das mortes ocorreu em território afegão e paquistanês, segundo autoridades.

A televisão estatal paquistanesa anunciou que pelo menos 94 pessoas morreram e outras quase 600 ficaram feridas pelo país. No Afeganistão, autoridades confirmaram 33 mortes e mais de 200 feridos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos afirmou que o terremoto tinha magnitude preliminar de 7,5 e ocorreu a uma profundidade de 212 quilômetros, em uma área remota do norte afegão.

A Defesa Civil paquistanesa informou que 21 pessoas morreram e 200 ficaram feridas em várias áreas da província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do país. Outra autoridade, Fiaz Khan, disse que pelo menos oito pessoas foram mortas e 70 ficaram feridas na região tribal de Bajur, na fronteira com o Afeganistão. "Muitos feridos estão chegando ao hospital e ainda há pessoas sob os escombros", disse à AFP o doutor Muhammad Sadig, diretor da emergência do hospital local.

No Afeganistão, 12 estudantes morreram em uma escola para garotas, por causa do corre-corre gerado pelo tremor.

Na cidade de Baramulla, na parte da Caxemira controlada pela Índia, o policial Imtiyaz Hussain disse que uma mulher de 65 anos morreu após entrar em pânico e sofrer um ataques cardíaco. Fortes tremores foram sentidos em Cabul, capital afegã, em Nova Deli, na Índia, e em Islamabad, no Paquistão. Na capital paquistanesa, paredes balançaram e pessoas fugiram de prédios de escritório em pânico, recitando versos do Corão.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, pediu a autoridades que utilizem todos os recursos para ajudar qualquer vítima do tremor.

As autoridades esvaziaram os prédios em cidades dos países atingidos, que chegaram a ficar sem energia elétrica e linhas telefônicas.

Fonte: uai.com.br