Publicado em 3/11/2015 as 12:00am

Marin deixa a Suíça após 5 meses detido e é levado para prisão nos EUA

O cartola é acusado de corrupção em contratos televisivos de futebol

José Maria Marin chegou aos Estados Unidos nesta terça-feira (3). O ex-presidente da CBF estava preso na Suíça desde o dia 27 de maio e aceitou ser extraditado no último dia 28 de outubro. O cartola é acusado de corrupção em contratos televisivos de futebol.

O procedimento normal do FBI é levar o ex-dirigente em um voo comercial, algemado e com o acompanhamento de autoridades americanas.

"Marin foi acompanhado de dois oficiais de polícia dos Estados Unidos para Nova York, saindo de Zurique", afirmou Folco Galli, representante da Justiça suíça, via e-mail.

Agora nos Estados Unidos, Marin conversará com autoridades locais para tomar conhecimento das próximas etapas que precisará cumprir. A primeira delas será uma conversa onde ele mostrará se está ou não disposto a assumir eventuais delitos ou se vai se declarar inocente. Seu julgamento será em Nova York;

Quanto mais ele colaborar com a Justiça, mais benefícios poderá receber. Se ele realizar uma 'delação premiada' e indicar pessoas que agiram com ele nas eventuais infrações, Marin poderá ter alguns benefícios, como a prisão domiciliar, por exemplo. Para isso, o cartola terá de utilizar uma tornozeleira eletrônica.

Ele também não terá o direito de sair do país e poderá ter o direito de esperar em casa porque possui residência em Nova York.

Caso ele não assuma a culpa alguma, o ex-presidente da CBF seguirá nos Estados Unidos, muito provavelmente em uma prisão, aguardando o processo contra ele. Não há previsão de término. Aos 83 anos, ele pode até ter alguns benefícios por causa da idade, como o fato de alegar que não tem disposição para armar um plano de fuga para o Brasil.

O brasileiro era o único dos sete dirigentes presos em maio que ainda aguardava resposta da Justiça suíça sobre o pedido de extradição. Além de Marin, apenas o ex-vice-presidente da Fifa Jeffrey Webb aceitou ser entregue para os Estados Unidos, sendo extraditado no dia 15 de julho. Os demais optaram por entrar com recursos contra a decisão e aguardam resposta do Tribunal Penal Federal.

A lista completa de dirigentes detidos no escândalo inclui, além de Marin e Webb, Julio Rocha (ex-presidente da Federação de Futebol da Nicarágua), Costas Takkas (ex-dirigente da Concacaf), Eduardo Li (ex-presidente da Confederação da Costa Rica), Eugenio Figueredo, (ex-presidente da Conmebol) e Rafael Esquivel (ex-presidente da Federação Venezuelana de Futebol).

Fonte: uol.com.br