Publicado em 20/11/2015 as 12:00am

Homens armados fazem 170 reféns em hotel no Mali

"Tudo aconteceu no sétimo andar, os jihadistas estão disparando no corredor", disse uma fonte de segurança à AFP.

Segundo informações da SkyNews, homens armados, supostos jihadistas, invadiram o hotel Radisson Blu no centro de Bamako, capital do Mali e fazem 170 reféns. O Russia Today afirma que os atacantes chegaram ao hotel em um carro diplomático gritando "Allahu Akbar" ("Allah é grande", em português). Dois seguranças foram feridos na invasão.

A Agence France Press (AFP) noticia que duas mulheres foram ecoltadas para fora do hotel há poucos minutos. A SkyNews reporta que alguns reféns que souberam recitar versos do Corão foram libertados.

De acordo com a AFP, foram ouvidos diversos disparos e gritos no hotel. A CNN reporta que há 140 hóspedes no hotel e 30 funcionários, no momento.

A polícia afirma que a situação é um ataque com reféns no hotel que tem 190 quartos, e é conhecido por hospedar estrangeiros que trabalham no país, segundo informações da BBC. O Le Monde informa que funcionários da Air France usam o hotel como base no país. 

A Embaixada dos Estados Unidos, no Mali, publicou no Twitter um alerta para que todos os norte-americanos permaneçam em casa devido à "operação armada em andamento" e que contactem os familiares na cidade. O Radisson Blu fica apenas a 1,5 km de distância da Embaixada dos EUA, segundo informações do G1.

A agência Xinhua afirma que há vários chineses entre os reféns do hotel. A informação foi dada por um homem chamado Chen tatravés do aplicativo WeChat. Ele afirmou que está "preso dentro do hotel" com mais outros chineses.

Em nota, o grupo Rezidor, que administra o Hotel Radisson em Bamako, comunicou que está ciente da situação no hotel e está colaborando com a polícia.

O ataque acontece na ex-colônia francesa, apenas uma semana depois dos atentados em Paris.

Em agosto, um homem armado matou 13 pessoas, incluindo cinco funcionários da ONU, durante um ataque com reféns num hotel no centro da cidade de Sevare, no Mali.

Fonte: SkyNews