Publicado em 8/03/2016 as 12:00am

EUA estudam possível ataque aéreo contra Estado Islâmico na Líbia, diz jornal

Segundo o jornal, os objetivos principais são os campos de treinamento, centros de comando, depósitos de munição e outros locais onde atuam os militantes do EI

Representantes do Pentágono, aliados a Itália, França e Reino Unido, apresentaram um plano de ataque contra jihadistas do Estado Islâmico na Líbia, incluindo a possibilidade de efetuar bombardeios. As informações são do "New York Times".

Segundo o jornal, os objetivos principais são os campos de treinamento, centros de comando, depósitos de munição e outros locais onde atuam os militantes do Estado Islâmico. Tratam-se de ao menos 30 alvos localizados em quatro áreas do país no norte africano.

Ainda segundo o jornal, citando fontes de dentro do Pentágono que não quiseram se identificar, a intenção é enfraquecer a mais perigosa vertente do grupo fora da Síria e do Iraque. Milícias líbias apoiadas pelo Ocidente devem enfrentar o grupo em solo, enquanto os aliados dos EUA irão apoiar a luta com bombardeios.   

O plano foi apresentado pelo secretário de Defesa, Ashton Carter, em 22 de fevereiro, mas ainda não foi considerado pelo presidente Barack Obama enquanto a Casa Branca tenta formar um governo de união dentro do país.   

A notícia vem à tona após denúncias de que a França estaria conduzindo clandestinamente ações militares terrestres para combater o grupo extremista na Líbia.   

O Estado Islâmico tem conquistado grandes porções de terra e influência na Líbia devido a um vácuo de poder deixado pela guerra civil que assola o país desde a queda do regime de Muammar Gaddafi, em 2011.

Mediados por um acordo internacional e pelas Nações Unidas, as principais forças de oposição da Líbia concordaram em tentar formar um novo governo, mas nada ainda foi concretizado. A comunidade internacional teme que as operações contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque (tanto as da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos quanto as da Rússia, com apoio de Damasco,) obriguem os jihadistas a procurarem refúgio na Líbia. 

Fonte: uol.com.br