Publicado em 18/03/2016 as 10:06pm

Brasileiros no exterior protestam em defesa do governo e da democracia

Manifestações foram feitas em pelo menos quatro cidades na Europa. Faixa exibida em Paris dizia 'Golpe não! Ditadura nunca mais'.

Em pelo menos quatro cidades da Europa brasileiros se manifestaram nesta sexta-feira (18) em defesa da democracia no Brasil, em meio à crise política que abala o segundo mandato de Dilma Rousseff. Nas redes sociais, brasileiros postaram fotos de protestos realizados em Lisboa, Paris, Londres e Berlim.

A brasileira Nina Santos, doutoranda em Paris, conta que um grupo de cerca de 100 pessoas se reuniu em uma praça ao lado coonsulado geral do Brasil em Paris para o protesto. O evento foi organizado pelas redes sociais e defendeu a democracia, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um grande cartaz foi exibido com os dizeres "Golpe não! Ditadura nunca mais".

De Londres, o brasileiro Maurício Moraes conta que algumas pessoas que estavam na embaixada do Brasil resolveram se manifestar, em um protesto que não foi combinado previamente. Os cartazes diziam "Londres não quer golpe no Brasil" e "Democracia e Legalidade, #GolpeNuncaMais".

No Brasil, 24 estados e o Distrito Federal realizam atos a favor do governo Dilma, de Lula e do PT. Até às 18h50 desta sexta, as manifestações pró-governo no Brasil reuniram 667 mil pessoas segundo organizações e 109 mil de acordo com a polícia.

Os atos acontecem depois que milhões de pessoas foram às ruas na últimas quarta e quinta-feira para protestar contra o governo, a nomeação do ex-presidente Lula como chefe da Casa Civil e a favor do impeachment de Dilma.

Os protestos contra o governo foram convocados, segundo os organizadores, após o anúncio de que Lula assumiria a Casa Civil e da divulgação dos grampos telefônicos de conversas do ex-presidente Lula com aliados - entre eles, um diálogo com a presidente, que provocou reação imediata nos meios políticos e nas ruas.

Dilma classificou de 'grampo ilegal' a interceptação telefônica e criticou ainda o que chamou de "vazamentos seletivos".

Fonte: http://g1.globo.com