Publicado em 17/05/2016 as 9:00am

Escolas dos EUA pagarão US$ 88 milhões a vítimas de abusos sexuais

Casos ocorreram em Los Angeles, na Califórnia. Dois professores foram presos e condenados por abuso de menores.

O distrito escolar de Los Angeles, nos Estados Unidos, concordou nesta segunda-feira (16) em pagar US$ 88 milhões a cerca de 30 alunos que foram vítimas de abusos sexuais por parte de professores em duas escolas de educação primária, publicou o jornal "Los Angeles Times".

A indenização faz parte de um acordo extrajudicial entre as famílias e o distrito escolar, que foi processado pelos alunos por não ter tomado medidas contra o comportamento dos dois professores antes que ocorressem suas respectivas detenções.

O primeiro dos casos está relacionado com a escola De la Torre de Wilmington, em Los Angeles, onde as famílias de até 18 crianças processaram o distrito por este não ter agido antes contra o professor Robert Pimentel, contra quem foram apresentadas queixas por ele ter se mostrado afetuoso demais com os menores desde 2002.

Concretamente, um relato de uma funcionária do distrito escolar denunciou naquele ano que Pimentel tocava e dava palmadas nas nádegas e nas panturrilhas das meninas pequenas, algo que o próprio professor admitiu e justificou alegando que estava tomando uma medicação que lhe provocava um aumento da atividade hormonal.

Apesar de as acusações contra o professor terem se sucedido nos anos seguintes, Pimentel não foi detido até 2013, posteriormente julgado e condenado a 12 anos de prisão por abusos.

O outro caso envolve o professor Paul Chapel III, da escola primária de Telfair, também em Los Angeles, que não foi investigado, apesar de ter sido despedido de um colégio anterior, e foi julgado por ter cometido abusos contra um menor, mas acabou sendo considerado inocente.

Outros professores denunciaram durante anos que Chapel colocava os estudantes sentados em seu colo, tentava levá-los para fora da escola em saídas não autorizadas e se trancava com eles na sala de aula durante as horas de almoço e recreio.

Anos mais tarde, Chapel foi julgado e condenado a 25 anos de prisão por abusar sexualmente de menores durante mais de uma década com atos como dar beijos nas partes íntimas dos meninos.

"Estamos contentes porque conseguimos resolver esses dois casos e evitamos litígios dolorosos", disse um dos advogados que representavam as famílias litigantes, Gregory McNair.

Fonte: g1.globo.com