Publicado em 15/06/2016 as 8:00am

Brasileiros falam sobre maior tiroteio em massa dos EUA

A boate Pulse, destinada ao público LGBT, localizada na 1912 S Orange em Orlando, na Florida, foi palco do maior tiroteio em massa dos EUA. Até o momento as autoridades anunciaram 50 mortos e mais de 50 feridos.

O que era para ser uma “Noite Latina” com muita dança e alegria se tornou em tragédia. O incidente ocorreu às 2h00 da madrugada deste 12 de junho, o atirador portava um fuzil AR-15 e uma arma de pequeno porte. Segundo testemunhas que estavam dentro da boate, um barulho forte se misturava à música, pessoas começaram a cair no chão foi quando visualizaram o atirador e o disparo da arma.

Ricardo Almodovar, que estava dentro da boate na hora do ataque disse que assim que o tiroteio começou pessoas começaram a se jogar no chão e outras a correr. “Muitas pessoas correram para as portas dos fundos e saíram do local, eu consegui correr e estou em casa seguro agora e espero que as pessoas estejam seguras em suas casas também”.

Durante o tiroteio o responsável pelas mídias sociais da boate escreveu no Facebook: “Todo mundo saia da Pulse e corra”.

Morador de Orlando e frequentador do local, o brasileiro Eslin Provazzi conta como recebeu a notícia. “Acordei às 6h00 com mensagens no celular de amigos que estavam preocupados querendo saber se eu estava na boate. Graças à Deus eu não saí ontem, tinha trabalho na manhã do domingo então decidi ficar em casa. Começamos a mandar mensagens para os meus amigos para saber se estava tudo bem, os amigos mais próximos estão Ok. Ainda não divulgaram o nome das vítimas então não sabemos se havia algum conhecido entre eles. A comunidade brasileira aqui está em choque, porque é uma coisa que ninguém espera que vá acontecer, pois você vai para se divertir e acontece uma tragédia dessas. Estamos orando para que os feridos que estão no hospital se recuperem logo e também para os parentes das vítimas”.

Ainda muito abalado, Eslin disse que costuma ir ao local com frequência com seus amigos e que agradece a Deus o fato de não ter saído de casa nesta trágica madrugada de domingo.

A fotógrafa e consultora brasileira Vanessa Caetano Salmeron, também residente em Orlando, é frequentadora do boate e disse estar perplexa com tudo que aconteceu lá e com a violência que vem assolando a cidade. “Sempre foi seguro frequentar a Pulse. Estou chocada, preocupada com os últimos acontecimentos em Orlando.  Nas últimas 48 horas tivemos esse ataque, o assassinato da cantora, um assalto em banco e um sequestro com refém em uma casa na rua de cima onde eu moro”.

O assassinato da cantora que Vanessa se refere é o de Christina Grimmie, ela foi assassinada depois de realizar um show na cidade. A artista de 22 anos ficou famosa por participar do “The Voice”, ela foi baleada enquanto dava autógrafos e morreu, chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Sem saber do que tinha ocorrido na madrugada, Vanessa conta que sua manhã de domingo começou bem agitada, com diversas telefonemas, foi ai que ficou sabendo de tudo. “Pela manhã comecei a receber mensagens dos amigos e até de pessoas que estão no Brasil para saber do que aconteceu e não sabia de nada. Liguei a TV e entrei nas minhas mídias sociais e vi toda tragédia, foi ai que iniciei a busca para saber se meus amigos estão salvos”, desabafa.

Até o momento foram registrados mais de 130 tiroteios em massa nos Estados Unidos somente esse ano, sendo este o maior da história do país. Em 2015 foram 330.

Fonte: Marisa Abel