Publicado em 24/06/2016 as 12:00pm

Brasileiro é preso por fraudar Sistema de saúde em Maine

Paulo Braga havia encerrado suas atividades como Conselheiro em 2013, depois de ser investigado por uso de maconha durante uma sessão de aconselhamento e sugerir atos sexuais a um paciente

Um ex-conselheiro que atuavam em Portland e Windham, no estado de Maine, foi preso na terça-feira (21) por falsificar registros de pacientes a fim de ser reembolsado pelo MaineCare. Segundo a Procuradora Geral, Loretta E. Lynch, o brasileiro Paulo D. Braga, 66 anos, anotava nos fichários sessões de aconselhamento que nunca aconteceram.

Conforme a denúncia, Paulo cobrou a quantia de US$5,200 MaineCare, no período de 03 de abril de 2011 a 30 de abril de 2012, apresentando documentos fraudulentos de 40 consultas não realizadas. De acordo com o gabinete da Procuradora, quando algumas destas sessões foram forjadas, ele estava no Brasil.

Paulo se naturalizou cidadão dos Estados Unidos em 1981 e nesta mesma época recebeu a sua licença como Conselheiro Profissional. No estado de Maine, fraudar o sistema de saúde é um crime que pode render até 10 anos de prisão e uma multa de US$250 mil em caso de condenação.

O brasileiro encerrou suas atividades como conselheiro em Windham e Portland em 2013 depois de ser investigado por uso de maconha durante uma sessão de aconselhamento e sugerir atos sexuais a um paciente.

A prisão de Paulo é parte de uma repressão de âmbito nacional contra fraudes no sistema de saúde e que é coordenada pelo Departamento de Justiça dos EUA e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

A Procuradora afirmou que 301 pessoas foram indiciadas durante esta operação. Entre elas estão médicos, enfermeiros e outros profissionais da área. Os acusados respondem por crimes variados, inclusive a cobrança de taxas excessivas, prescrever medicamentos ou tratamentos desnecessários, lavagem de dinheiro e enviar falsas cobranças de serviços inexistentes, como foi o caso do brasileiro.

Lynch disse, ainda, que as prisões foram possíveis graças a um esforço em equipe do DOJ, DHHS e o FBI. “As equipes de investigação federais trabalharam junto com as agências estatais”, conclui.

Fonte: braziliantimes.com