Publicado em 20/09/2016 as 2:00pm

Pai de somali de 22 anos diz que filho foi o autor de ataque a facas nos EUA

Ataque deixou 9 feridos no último sábado em shopping de Minnesota. Estado Islâmico reivindicou, mas polícia não encontrou ligação.

O pai e vizinhos de Dahir Adan, somali de 22 anos, o apontam como o autor do ataque a facas no último sábado em um shopping no estado de Minnesota, nos Estados Unidos.

Segundo testemunhas consultadas pelo jornal local "Minneapolis Star Tribune", Adan nasceu no Quênia e que cresceu e foi educado nos EUA. Ele era estudante do terceiro ano na Universidade de St. Cloud e levava uma vida aparentemente normal, embora tenha começado a atuar de maneira estranha nos últimos dias.

O ataque a facas deixou nove pessoas feridas no centro comercial Crossroads, situado em uma área onde vive uma grande comunidade imigrante do Chifre da África, 100 quilômetros ao nordeste de Minneapolis. O suspeito foi morto pela polícia.

Os nove feridos já receberam alta por se encontrarem fora de perigo, segundo os médicos.

As autoridades de St. Cloud, em Minnesota, afirmaram nesta segunda que estão investigando os possíveis vínculos terroristas do autor do ataque. Cerca de 12 horas depois do ataque, a agência "Amaq", que costuma fazer anúncios em nome do Estado Islâmico (EI), assegurou que Adan era "um soldado do EI" e realizou a "operação" em resposta ao chamado do grupo jihadista.

No entanto, em entrevista coletiva nesta segunda, o chefe de polícia de St. Paul, Blair Anderson, garantiu que não encontraram ainda uma relação direta do suspeito com o EI, embora o FBI esteja auxiliando na investigação para determinar os laços terroristas.

O governador de Minnesota, Mark Dayton, falou hoje com o presidente Barack Obama, que lhe ofereceu ajuda para esclarecer o caso.

"Ele me pediu que transmita seu agradecimento pelo heroísmo que demonstrou o oficial de polícia que frustrou o ataque", indicou em comunicado o escritório do governador em referência ao agente fora de serviço do estado de Nova York que matou o agressor.

Radicalismo religioso?
Adan entrou no shopping vestido de guarda de segurança com uma faca na mão e, segundo os investigadores, perguntava às pessoas se eram muçulmanas antes de atacá-las.

O suspeito trabalhava como vigilante em uma loja de eletrodomésticos próxima ao centro comercial.

Jaylani Hussein, diretor-executivo do Conselho de Relações Islâmico-Americanas em Minnesota, afirmou ao "Star Tribune" que estão "preocupados pela possível resposta negativa contra a comunidade no curto e no longo prazo".

Por sua parte, o diretor do Conselho de Relações Somali-Americanas, Ahmed Said, disse que desconhecem se Adan esteve motivado pelo radicalismo religioso, mas reconheceu que é de origem somali.

Fonte: globo.com