Publicado em 22/09/2016 as 8:00pm

Pesquisa mostra que sociedade exclui obesos e associa a doença à preguiça

Pesquisa mostra que sociedade exclui obesos e associa a doença à preguiça

Pesquisa realizada na Alemanha aponta que a maioria das pessoas associa preguiça à obesidade, que afeta 13% da população mundial. Estigma e ridicularização agravam o excesso de peso.

Além de afetar a saúde, a obesidade pode levar à solidão. Pessoas muito acima do peso são muitas vezes estigmatizadas, ridicularizadas ou excluídas da sociedade, aponta um estudo divulgado na Alemanha nesta quarta-feira (21).

A pesquisa, realizada pelo instituto Forsa -sob encomenda da seguradora DAK-, revelou que 71% dos entrevistados consideram o aspecto físico dos obesos antiestético; e 15% evitam o contato com eles. A maioria das pessoas consultadas considera que os obesos são preguiçosos e, por isso, não conseguem emagrecer.

No entanto, a obesidade pode se manifestar devido a uma série de fatores, como distúrbios metabólicos e predisposição genética. A OMS (Organização Mundial da Saúde) define sobrepeso e obesidade como um acúmulo de gordura anormal ou excessivo. Estes são um grande fator de risco para uma série de doenças, como diabetes, problemas cardiovasculares, depressão e câncer.

De acordo com a nova pesquisa, a exclusão social no dia a dia e no trabalho agrava a obesidade, elevando o nível de estresse, provocando mudanças no comportamento alimentar e, consequentemente, aumento de peso.

A OMS usa o IMC (Índice de Massa Corporal) - peso da pessoa divido por sua altura, em metros, ao quadrado - para medir a obesidade. Se o IMC for maior ou igual a 30, a pessoa é considerada obesa. Se for igual ou maior que 25, há sobrepeso.

Antes considerados problemas somente em países desenvolvidos, a obesidade e o sobrepeso estão hoje em ascensão em países de baixa e média renda, sobretudo em áreas urbanas, aponta a OMS. Na Alemanha, um quarto das pessoas entre 18 e 79 anos de idade tem obesidade. O problema afeta um quinto dos brasileiros e 13% da população mundial.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/