Publicado em 7/10/2016 as 8:00am

Líder da Telexfree pode pegar mais de 20 anos de prisão

O brasileiro Carlos Vanzeler também seria punido, mas ele conseguiu fugir para o Brasil antes de sua prisão ser decretada

James M. Merril se declarou inocente, na quarta-feira (05), às acusações federais no processo contra a Telexfree, um esquema de pirâmide financeira, além de outras como lavagem de dinheiro.

Merrill, de Ashland (Massachusetts), fez uma breve aparição no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, onde Juiz David H. Hennessy, o indiciá-lo por acusações que substituem as denúncias iniciais de fraude eletrônica e conspiração, feitas contra em 2014. Para todas as acusações, o acusado respondeu: "Não sou culpado".

O assistente do Procurador dos EUA, Mark J. Grady, disse que se Merril for condenado pelas oito acusações de fraude eletrônica e uma acusação de fraude eletrônica, poderá enfrentar uma pena de prisão máxima de 20 anos. Além disso, o acusado pode pegar 10 anos de prisão por mais oito acusações relacionadas a transações monetárias ilegais.

Merril também pode ser forçado a desistir de recuperar os bens apreendidos durante a investigação sobre o esquema. Documentos judiciais indicam que a Justiça está depossede barcos, carros luxuosos, imóveis e dinheiros em em algumas contas no valor de US$100 milhões.

O julgamento de Merrill está marcado para começar no dia 24 de outubro e o advogado do acusado pediu ao tribunal um adiamento. Mas a Procuradoria dos EUA se opõe a este pedido.

A Telexfree era uma empresa com sede em Marlborough (MA) que vendia serviços de telefonia via internet. Ela entrou em processo de falência no início de 2014 em meio a investigações estaduais e federais.

Merrill, um diretor na empresa, foi preso. O sócio dele, o brasileiro Carlos Vanzeler, que residias Northborough (MA), também é considerado pela Justiça como um dos principais na empresa. Mas ele não vai a julgamento porque fugiu para o Brasil.

Segundo a denúncia, a Telexfree ganhava dinheiro de pessoas que pagavam para promover a empresa e não da venda de planos telefônicos, conforme divulgava. Milhares de pessoas em todo o mundo, incluindo muitos brasileiros nos EUA, foram prejudicados por este esquema.

Fonte: Da redação

Top News