Publicado em 11/07/2017 as 6:00pm

Filho de Trump recebeu email dizendo que o Kremlin ajudaria o seu pai

Mensagem informava que o material a ser usado contra Hillary Clinton provinha do Governo russo.

A fissura cresce. A reunião entre o filho mais velho de Donald Trump e uma advogada russa que lhe prometeu informações tóxicas sobre Hillary Clinton, em junho de 2016, tinha a impressão digital do próprio Kremlin. Em um email, o primogênito do então candidato republicano foi informado de que o material que ele receberia era parte de um esforço do Governo russo para apoiar Trump e prejudicar a sua rival democrata. A revelação, antecipada pelo The New York Times e sustentada por três fontes, reforça ainda mais a suspeita de conivência entre Moscou e a campanha republicana.

O suposto conluio é a pedra angular da investigação encabeçada pelo FBI e pelo promotor especial Robert Mueller. Sua base é um relatório, elaborado pelas três principais agências de inteligência dos EUA (CIA, FBI e NSA), segundo o qual o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao seu serviço secreto uma operação para interferir nas eleições presidenciais dos EUA, prejudicando a imagem de Clinton e facilitando a vitória de Trump. O ataque incluiu uma invasão dos computadores do Partido Democrata e dos emails do chefe de campanha de Clinton. O material foi posteriormente vazado para o Wikileaks.

A reunião com a advogada russa ocorreu cinco meses antes das eleições, bem no apogeu do ataque cibernético russo. Participaram do encontro Donald Trump Jr., o genro do magnata, Jared Kushner, e o então chefe de campanha, Paul Manafort. O local eleito foi a Trump Tower, centro de mando das operações eleitorais do republicano.

Fonte: Globo.com