Publicado em 15/09/2017 as 9:27am

POINT: Empresa de seguros é acusada de usar mesmas práticas fraudulentas da Rapo and Jepsen

O jornal Brazilian Times noticiou em julho deste ano o cancelamento de uma agência de seguros...

POINT: Empresa de seguros é acusada de usar mesmas práticas fraudulentas da Rapo and Jepsen De acordo com a denúncia,a Point orientava seus clientes a abrir falsas empresas para obter seguros mais baratos.

O jornal Brazilian Times noticiou em julho deste ano o cancelamento de uma agência de seguros de automóveis comandada por brasileiros. Anteriormente, também, já tinha sido manchete neste veículo o processo enfrentado Rapo and Jepsen, que aplicou o mesmo golpe envolvendo a comunidade brasileira em Massachusetts.

Na terça-feira (12), por volta da 1:00p.m., o Markt Reniew Committee da Commonwealth Automobile Reinsurers (CAR) ouviu o apelo de cancelamento da point Insurance, fruto de uma notificação emitida em 29 de abril deste ano. A denúncia foi feita pela Arbella, que alega que a empresa continua aplicando as mesmas práticas errôneas da Rapo.

Diante de algumas provas, a Arbella solicitou o cancelamento do contrato com o produtor executivo da Point, sucessora da Rapo and Jepsen. De acordo com as informações, o proprietário da Point é um antigo funcionário da Rapo.

As alegações de Arbella são de que a Point continuou a prática criminosa que era exercida pela Rapo & Jepsen. O esquema, de acordo com a denúncia, funcionava da seguinte maneira: Vamos supor que um seguro para automóvel custe US$4 mil. O cliente acha caro fala para a seguradora que não tem condições de pagar. O vendedor de seguro, malandramente, oferece uma opção que no presente momento é uma ótima saída, mas no futuro trará grandes problemas.

É neste momento que entra o esquema para enganar o Governo. O vendedor de seguros propõe ao cliente abrir uma empresa ‘fantasma’ e assim o veículo será registrado como comercial e o custo do seguro cairá quase que pela metade do valor.

O problema é que uma empresa deve arcar com algumas taxas e compromissos, tais como ter o Work Compasation, Liability e ainda fazer a declaração do imposto de renda separada. Então, quando acontece um acidente, a seguradora investigará e descobrirá que a empresa a qual o veículo foi registrado não tem nenhum dos documentos citados e terá todo o direito de negar pagar o conserto o veículo ou despesas médicas dos feridos.

O problema é que a maioria dos clientes, tanto da Rapo quanto da Point era formada por brasileiros. Diante disso, especialistas orientam quem pretendem abrir um seguro de automóvel para que pesquisem, busquem informações sobre a empresa contratada e não caia no “jeitinho brasileiro”.

No pedido de cancelamento, a Arbella enviou um processo de 500 páginas, alegando que a investigação mostra que a Point manteve a continuação das ações fraudulentas cometidas pela Rapo. Além dos seguros, a acusação afirma que a Jepsen era acusada de aplicar cobranças elevadas de acordo com a nacionalidade do cliente, para permitir que eles tenham acesso ao seguro comercial.

De acordo com a denúncia, a Point orientava aos seus clientes para continuar a fazer representações fraudulentas de que possuíam empresas. Desta forma abria seguros para motoristas que não tinha licença de Massachusetts e nem uma empresa funcionando de verdade.

Na sua carta de rescisão, a Arbella afirmou ainda que, quando a Point adquiriu o livro de negócios da Rapo e Jepsen, em julho de 2016, a empresa solicitou e recebeu diretrizes para não adotar as políticas usadas pela Rapo & Jepsen, obtidas por representações fraudulentas. Mas, a Point não conseguiu seguir essas determinações.

Para respaldar suas alegações no pedido de cancelamento, a Arbella anexou evidências documentais relacionadas a 15 segurados e solicitantes de seguro com uma transcrição de uma entrevista com cada um feita pelo investigador Edward Spellman.

Um dos entrevistados foi o brasileiro Carlos De Souza, que foi orientado pela Point a usar a sua irmã, Sindy Sabino, como funcionária de sua empresa. A mulher é funcionária de um banco e não trabalha para ele, mas foi usada para reforçar o esquema utilizado para conseguir o seguro de forma barata.

A direção da Point nega todas as acusações e em resposta ao pedido de cancelamento da Arbella, enviou uma resposta com 600 páginas, incluindo um memorando de 14 páginas escrita pelo seu advogado, Joseph Lewin.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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