Publicado em 27/10/2017 as 1:00pm

Viúva de soldado brasileiro no Afeganistão elogia Trump

Natasha de Alencar, divulgou na semana passada, o vídeo da ligação de condolências que ela recebeu de Donald Trump em meio à controvérsia sobre como o Presidente dos EUA tem lidado com o assunto.

Viúva de soldado brasileiro no Afeganistão elogia Trump O Sargento Mark de Alencar foi morto durante um tiroteio no dia 8 de abril no Afeganistão.

Natasha de Alencar, cujo marido morreu no Afeganistão, divulgou na semana passada, o vídeo da ligação de condolências que ela recebeu de Donald Trump em meio à controvérsia sobre como o Presidente dos EUA tem lidado com o assunto. “Foi um gesto de carinho que precisávamos, pois nós estávamos passando pelo pior”, disse ela, cujo o esposo, o Sargento Mark de Alencar, foi morto durante um tiroteio no dia 8 de abril, publicou o Washington Post.

No áudio de duração de 4 minutos, em 12 de abril, gravado por um dos 4 filhos do casal, Trump disse ter sentido muito e elogiou o heroísmo do marido de Natasha. “Eu estou triste em escutar sobre toda essa situação. Que coisa horrível”, disse Trump. “Ele é um herói incrível e você sabe que todas as pessoas que serviram ao lado dele estão dizendo o quanto ele era incrível”.

Posteriormente, ele a convidou à Casa Branca. “Se você estiver próxima a Washington, venha para me ver na sala oval”, disse ele.

Além disso, ele enviou uma mensagem aos filhos do casal. “Diga a eles que o pai deles foi um grande herói e que eu o respeitava”, comentou.

Trump também perguntou especificamente sobre o filho mais velho dela, Deshaun, de 20 anos, que joga futebol americano no Missouri Valley College. “Ele deve ser bastante bom, esse é um bom time, certo?” Disse o Presidente.

Alencar deu seu testemunho enquanto Trump continua a se defender das críticas, especialmente da deputada democrata Frederica Wilson. Ela alega que ouviu o telefonema dele para outra viúva e amiga, Myeshia Johnson, no qual o Presidente teria dito que o marido dela “sabia bem o que havia assinado”.

Alencar é democrata, mas disse ter sentido como se Trump compreendesse o que ela estava passando porque ele também é pai. “Não teve nada a ver com política, mas sim uma pessoa que entendeu e foi isso que ele passou para a gente”, disse Natasha.

Ela evitou comentar a controvérsia envolvendo Johnson e Trump. “Eu sei que eles estão sofrendo, pois não sabem como será o futuro e compreendo o que eles estão passando”, concluiu Alencar.

O Sargento Mark R. de Alencar tinha  37 anos, era residente em Edgewood (MD) e morreu depois de ser ferido em ação na guerra do Afeganistão, informaram as Forças Armadas. Ele graduou-se na Joppatowne High School e era membro das Forças Especiais do Exército. Alencar foi ferido fatalmente quando sua unidade entrou em contato com forças inimigas usando armas pequenas durante operações de combate, detalhou o website do Departamento de Defesa.

O brasileiro era membro do 1º Batalhão, do 7º Grupo de Forças Especiais (Aéreo) lotado na Base da Força Aérea Eglin, na Flórida. Ele trabalhava com as tropas afegãs na luta contra insurgentes afiliados ao Estado Islâmico (ISIS), segundo a postagem no Twitter pelo Resolute Support Mission. A missão, liderada pela NATO, tem a função de oferecer apoio às forças de segurança afegãs.

“Em nome de todas as Forças dos EUA no Afeganistão, eu ofereço as minhas profundas condolências à família e amigos do nosso parceiro caído”, disse o General John W. Nicholson, comandante das Forças dos EUA no Afeganistão e do Resolute Support, através de um comunicado emitido em 16 de abril pelo comando das forças americanas, cuja sede é na capital Kabul. “Nós sempre nos lembraremos dos nossos parceiros caídos e nos comprometemos a honrar o sacrifício deles”.

Kilo Mack, diretor do Edgewood High School, era professor no Joppatowne High School quando Alencar era aluno. Ele se emocionou ao ver a fotografia do brasileiro trajando o uniforme das Forças Armadas, que foi postado online. “Ele era um menino bom”, disse ele.

Posteriormente, o diretor escreveu um tributo a Alencar via e-mail: “Eu me recordo de Mark como estudante do Joppatowne High School e membro do time de futebol”, postou. “Eu me lembro quando ele se alistou nas Forças Armadas e estava bastante feliz e entusiasmado. Eu me lembro que ele via isso como uma forma de progredir e melhorar na vida”. Ele acrescentou que “tinha orgulho do serviço prestado por ele e seu sacrifício pela nossa grande nação!”

Fonte: Redação - Brazilian Times

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