Publicado em 9/12/2017 as 1:00pm

Deputada do PSDB diz que torce para Trump não terminar mandato

Bruna Furlan (PSDB-SP), que preside Comissão de Relações Exteriores, criticou política de imigração do presidente americano.

Deputada do PSDB diz que torce para Trump não terminar mandato A deputada Bruna Furlan que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

A deputada Bruna Furlan (PSDB-SP), que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, fez uma dura crítica ao presidente americano Donald Trump durante sessão de quarta-feira (6). A parlamentar, ao criticar a decisão dos Estados Unidos de retirar seu apoio à Declaração de Nova York Sobre Migrantes e Refugiados, que estabelece princípios dessas políticos, disse que os americanos não merecem o presidente que têm. E, mais ainda, disse esperar que seu mandato termine o mais rápido possível. A parlamentar é do mesmo partido do chanceler brasileiro, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

"Falo por mim. A responsabilidade é minha sobre o que vou falar. É um absurdo a política migratória do presidente americano. A América e os americanos não merecem um presidente que age dessa maneira. Espero que esse mandato termine o mais rápido possível, até antes do que está previsto", declarou Bruna Furlan logo no início da reunião da terça.

A embaixada norte-americana não se manifestou oficialmente sobre o assunto. Bruna Furlan conversou com a Gazeta do Povo sobre o assunto e não viu exageros nas suas críticas.

"Se o Trump se mete na questão de Israel, por que não posso falar da política de imigrantes dele. Por isso falei o que falei", disse a deputada.

Não é a primeira vez que a deputada critica a política de imigração de Temer. Em novembro de 2016, numa viagem aos EUA, Bruna Furlan, que presidia a Comissão Especial da Lei da Migração da Câmara, lamentou a eleição de Trump e sua promessa de afastar os imigrantes.

"Precisamos dar um tratamento humanitário aos imigrantes. É um problema de todo o planeta. Demonstrei minha preocupação com a promessa do presidente eleito em deportar de 3 a 11 milhões de imigrantes que vivem nos EUA e construir um muro na fronteira com o México para bloquear a imigração", disse à época a parlamentar.

Fonte: Redação - Brazilian Times

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