Publicado em 12/12/2017 as 4:00pm

Juíza dos EUA libera alistamento de militares transgênero a partir de janeiro

Governo tinha solicitado que permissão para alistamento, que deveria ter começado em 1º de julho, fosse novamente adiada. Trump afirmou que não permitiria transgêneros no serviço militar.

Juíza dos EUA libera alistamento de militares transgênero a partir de janeiro Manifestantes protestam em Nova York contra decisão de Trump de proibir transgêneros nas Forças Armadas, em 26 de julho (Foto Reuters-Carlo Allegri)

Uma juíza federal dos Estados Unidos negou nesta segunda-feira (11) uma solicitação do governo de Donald Trump para atrasar a permissão para que pessoas transgênero entrem nas Forças Armadas, abrindo caminho para que se alistem a partir de 1º de janeiro.

A medida será vista como um golpe para o presidente Trump, que em julho tuitou que os soldados transgênero não poderiam servir em nenhuma instância.

Sob uma política do governo de Barack Obama, se supunha que o Pentágono começaria a aceitar recrutas transgênero em 1º de julho deste ano, mas o secretário da Defesa, Jim Mattis, adiou a medida por seis meses a espera de uma revisão do assunto. Na semana passada, o Departamento de Justiça solicitou uma nova prorrogação.

No entanto, a juíza Colleen Kollar-Kotelly decidiu nesta segunda-feira que o governo não demonstrou um "prejuízo irremediável" caso as Forças Armadas comecem a aceitar indivíduos transgênero a partir de 1º de janeiro.

Os advogados do governo alegaram que cumprir o prazo de janeiro "imporia cargas extraordinárias ao departamento e aos serviços militares" pelos requisitos associados à troca de política.

Kollar-Kotelly replicou que o governo teve "a oportunidade de preparar-se para a entrada de pessoas transgênero nas Forças Armadas durante quase um ano e meio".

Fonte: Por France Presse