Publicado em 4/01/2018 as 12:00pm

Hungria e Polónia dizem que há cada vez mais países contra a imigração

Os primeiros-ministros da Polónia e da Hungria afirmaram esta quarta-feira que a posição que partilham contra a imigração está a ganhar terreno na Europa, apesar das pressões da União Europeia.

Hungria e Polónia dizem que há cada vez mais países contra a imigração Foto Marko Djurica-Reuters

"O vento está a virar", disse o novo primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, na sua primeira visita a Budapeste desde que tomou posse, a 11 de dezembro, aludindo a "sinais em cada vez mais países, em diferentes eleições", com a subida de partidos hostis à imigração.

"A política migratória europeia não funciona, é um enorme fracasso. É claro que os povos europeus não querem a imigração, mesmo que muitos dirigentes continuem a promover essa política, que fracassou", afirmou o homólogo húngaro, Viktor Orban.

A Polónia, a Hungria e a República Checa, que recusaram o esquema de distribuição de refugiados definido pela UE, foram judicialmente processadas pela UE, que apresentou queixa dessas recusas no Tribunal de Justiça Europeu. "Nós não vamos mudar a nossa política em matéria migratória", assegurou Morawiecki.

Também Orban assegurou que vai continuar "a recusar as quotas [de repartição de refugiados] em 2018", ano que o primeiro-ministro húngaro pensa que será marcado por "grandes confrontações" e uma "derradeira oportunidade" na questão migratória no contexto europeu.

Viktor Orban citou a eleição para chanceler austríaco do conservador Sebastian Kurz, partidário de um endurecimento da linha europeia em matéria de migrações.

"A Áustria é um exemplo de democracia na Europa", disse o primeiro-ministro húngaro. "Um povo que não quer imigração elegeu um chanceler que não quer imigração. Chamem-lhe populismo, se quiserem, mas a vontade do povo deve prevalecer", acrescentou.

"Vai ser assim por toda a Europa, é só uma questão de tempo", afirmou.

Fonte: https://www.tsf.pt

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