Publicado em 25/01/2018 as 2:00pm

Desequilíbrio atmosférico pode indicar existência de vida

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Washington sustenta que só pode haver esta combinação de gases na presença de organismos vivos.

Cientistas defendem que um "desequilíbrio atmosférico", caracterizado pela mistura dos gases metano e dióxido de carbono na ausência de monóxido de carbono, é um indicador da existência de vida - um que se deve ter em conta na exploração de outros planetas.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, sustenta que só pode haver esta combinação de gases na presença de organismos vivos.

No estudo, divulgado nesta quarta-feira (24) na publicação científica Science Advances, a equipe salienta, passando em revista a história da Terra, o único planeta habitável que se conhece, que houve alturas em que a sua atmosfera teve esta mistura de gases.

Por outro lado, a capacidade do planeta produzir grandes quantidades de oxigênio, gás constituinte da atmosfera e fundamental para suportar a vida, só ocorreu no último um oitavo da sua história.

"A ideia de procurar oxigênio na atmosfera enquanto bioassinatura [da vida] tem vários anos, e é uma boa estratégia. É muito difícil produzir muito oxigênio sem vida (...). Mas, mesmo se a vida for comum no cosmos, não temos ideia se será a vida que produz oxigênio. A bioquímica da produção de oxigênio é muito complexa e pode ser bastante rara", advogou um dos coautores do estudo, Joshua Krissansen-Totton, citado em comunicado pela Universidade de Washington.

Os autores do estudo entendem que a procura de sinais de vida em outros planetas deve ter em consideração o tal "desequilíbrio atmosférico", além da existência de água líquida à superfície.

A nova missão europeia de exploração de Marte, a ExoMars, tem em órbita do planeta o satélite TGO, que vai procurar gases rarefeitos na sua atmosfera, em particular metano, um indicador de que pode haver, ou ter havido, vida nele.

Na Terra, o metano poderá ter sido gerado pelo impacto de asteroides na sua superfície, de acordo com a equipa de cientistas da Universidade de Washington.

Fonte: noticiasaominuto.com.br (Com informações da Lusa)