Publicado em 16/02/2018 as 6:00pm

Brasileira viu professor ser morto em tiroteio de escola na Flórida

Júlia Soares enviou mensagens para a mãe durante o ataque e agora está traumatizada.

Brasileira viu professor ser morto em tiroteio de escola na Flórida Júlia estuda na Stoneman Douglas

O mundo ficou chocado com o tiroteio que aconteceu em uma escola na Flórida e matou 17 pessoas na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, em Parkland (Flórida), na quarta-feira (14). A tragédia deixará dolorosas memórias para os alunos que estavam no local. Entre eles, está a brasileira Júlia Soares, de 14 anos, que estava dentro da instituição quando o atirador Nikolas Jesus Cruz abriu fogo indiscriminadamente.

De acordo com a mãe da brasileira, Flávia Soares, a adolescente presenciou quando o atirador acerou um de seus professores. “Ela o viu ser baleado e cair morto bem na sua frente e, agora, encontra-se fragilizada”, disse.
A mãe ressalta que a filha está em estado de choque.

Conforme ela relatou, a filha e o professor estavam descendo do terceiro andar quando uma estudante apareceu correndo e gritando que eram tiros e que todos tinham que ir para a sala de aula. “Eles voltaram e na hora em que o professor foi fechar a porta, foi alvejado”, disse.

Os alunos se abrigaram em um canto da sala e viram quando o professor tirou a mão do abdômen, cheio de sangue, e logo caiu morto. A mãe ressalta que viveu momentos de grande tensão pois a filha lhe relatava, através de mensagens de celular, que a porta de sua sala ficou aberta pois o corpo do professor impedia de fechar.

Quando acabaram o som dos tiros, todos imaginavam que o atirador estava voltando para esta sala, onde faria um enorme estrago, pois todos os estudantes estavam juntos, em um canto. Na hora em que Júlia viu um policial, todos começaram a chorar.

Flávia fala que filha dormiu por mais de 12 horas, em choque.

Fonte: Redação - Brazilian Times