Publicado em 9/03/2018 as 2:00pm

Atirador que gritou “saia do meu país” assume culpa em homicídio

Adam Purinton matou a tiros um engenheiro e feriu o colega da vítima, após perguntar o status migratório de ambos .

Atirador que gritou “saia do meu país” assume culpa em homicídio O engenheiro Srinivas Kochibhotla,à direita, foi morto a tiros pelo veterano da Marinha, Adam Purinton.

O atirador que gritou “saia do meu país” antes de disparar contra dois engenheiros imigrantes da Índia em um bar no Kansas assumiu a culpa pelo homicídio. Adam Purinton, de 52 anos, pode ser condenado à prisão perpétua por ter aberto fogo no Austin’s Bar & Grill na cidade de Olathe, Kansas, em 22 de fevereiro de 2017, matando um imigrante que havia ido ao local para beber e comer após o trabalho na companhia de um amigo.

Os promotores públicos detalharam que Adam insultou verbalmente Srinivas Kuchibhotla e o amigo dele, Alok Madasani, ambos de 32 anos, que imigraram para os EUA como estudantes e trabalhavam na fabricante de aparelhos GPS Garmin, localizada na vizinhança. Purinton havia sido expulso do bar devido aos insultos proferidos e retornou instantes depois com uma pistola 9mm para iniciar o tiroteio que resultou na morte de Kuchibhotla e feriu Madasani. Outro homem, Ian Grillot, de 24 anos, foi ferido numa das mãos e peito quando tentava intervir.

Os sobreviventes do ataque não compareceram à audiência na terça-feira (6), quando o veterano da Marinha assumiu a culpa, publicou o jornal Kansas City Star. A viúva de Kuchibhotla também não esteve presente, mas enviou um comunicado dizendo que ela esperava que o fato de Adam ter assumido a culpa “envie uma mensagem clara de que o ódio nunca é aceitável”.

“Nós devemos entender e amar uns aos outros”, escreveu Sunayana Dumala.

De acordo com o Brazilian Voice, na ocasião do homicídio, as autoridades indianas demonstraram preocupação com a segurança de seus cidadãos nos EUA. Madasani disse aos investigadores que o atirador perguntou a eles se o “status deles era legal” e testemunhas relataram que ele gritou “saia do meu país” antes de abrir fogo. Após o tiroteio, Purinton dirigiu 70 milhas (112 Km) até uma lanchonete Applebees, onde se vangloriou do assassinato a um atendente, que contatou a polícia.

Vizinhos na cidade de Kansas City relataram que Adam tornou-se uma “desordem bêbada e ambulante” depois da morte do pai dele, ocorrida cerca de 2 anos antes do homicídio, e que o crime possa ter ocorrido mais pela deterioração da saúde mental do que racismo.

Além da acusação de homicídio em 1º grau e duas acusações de tentativa de homicídio em 1º grau no Condado de Johnson, Purinton enfrenta a acusação de crimes motivados por ódio e preconceito, as quais ele alegou inocência em novembro de 2017. A Promotoria Pública ainda não decidiu se pressionará a favor da pena de morte.

Fonte: Redação - Brazilian Times