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Publicado em 28/10/2023 as 12:00pm

A GUERRA ESQUECIDA ARTSAKH entenda o que esta acontecendo na EUROÁSIA

A região de ARTSAKH, sempre fez parte dos reinos Armenios. Em um processo extremamente...


A região de ARTSAKH, sempre fez parte dos reinos Armenios. Em um processo extremamente político, esta região foi anexada ao Azerbaijão Soviético, fato este ocorrido em  julho de 1921. Sendo assim esse território acabou sendo separado da recém-criada Armênia Soviética. Essa alteração geopolítica trouxe mudanças terríveis, gerando guerras no Alto Carabaque, região dominada pelo Azerbaijão.

Sob a União Soviética, da qual o Azerbaijão e a Armênia são antigos membros, Nagorno-Karabakh tornou-se uma região autônoma dentro da República do Azerbaijã. Nas últimas três décadas essa região vem sendo letalmente atacada.  Em 2020 o Azerbaijão obteve uma vitória, conseguindo então recuperar boa parte do território que havia perdido.

No recente ataque, ocorrido em setembro de 2023, uma das ações terroristas mais brutais foi uma bomba lançada em um posto de gasolina, localizada em uma rota de fuga dos armênios, onde haviam mais de 500 pessoas no local. Esta explosão ocasionou a morte de mais de 200 pessoas, além de cerca 250 feridos.

Segundo o governo Azeri, os armênios poderiam ficar na região, mas deveriam se naturalizar. Com esse quadro os armênios resolveram deixar a região, pois não tinham qualquer apoio por parte do governo.

A rendição provocou um enorme êxodo de dezenas de milhares de civis, entre crianças e idosos.  Com toda essa guerra o povo perdeu tudo, entre, familiares, amigos, empregos, sonhos, histórias e a dignidade. De acordo com o relato de sobreviventes da região, Artsakh é uma região esquecida.

Entenda a situaçã visualizando os mapas. Apesar do Azerbaijão declarar ser dona do território, a Armênia sempre foi a proprietária de toda a área.

Os ataques aconteceram de forma terrível, sem qualquer aviso atingindo a população civil, apesar do governo do Azerbaijão declarar que só atacou bases militares.

Segundo o economista  Yuri,  um sobrevivente à guerra,  contou ao BT que o ataque a Artsakh começou em 19 de setembro de 2023, às 13h e que fortes explosões começaram a ser ouvidas e foi percebido que a guerra havia recomeçado. Os ataques duraram dois dias, mas a população só teve oportunidade de sair no dia 24/09.

fotos fornecidas por sobreviventes es Artsakh

BT - Conte para nós como tudo aconteceu:

Yuri - Estava eu, minha esposa e minha filha de 9 meses em casa. Minha filha mais velha de 8 anos estava na casa da avó. O prédio começou a tremer e rapidamente fomos para o porão. A princípio não entendíamos o que estava acontecendo, mas agora percebemos que perdemos a nossa pátria, nossa casa, nossas terras. Provavelmente não há nada pior do que isso. Somos pessoas moralmente mortas, que não sabemos mais onde vamos morar, trabalhar e criar os nossos filhos. Estamos diante de um desespero... Um vazio e não sabemos como seguir em frente... Suprimidos, mortos e destruídos, é assim que podemos caracterizar o nosso estado.

BT - Como você se sente mediante a comunidade mundial?

Yuri - Sinto-me péssimo com tudo isso. Lamento muito que a comunidade mundial, vendo tudo isso, permaneça em silêncio.

BT - Como ocorreu a saída de vocês da região?

Yuri - Muitos de nós conseguimos escapar junto com nossas famílias, mas é preciso dizer que amigos e parentes morreram durante a guerra. Em 25/09/2023 ocorreu uma explosão em um posto de gasolina onde cerca de 500 pessoas esperavam na fila para conseguir gasolina. Como resultado, mais de 200 pessoas morreram e mais de 250 ficaram gravemente feridas e outras tantas também precisaram ser hospitalizadas. A expulsão foi muito difícil. Tivemos que esperar um melhor horário. Na noite de 28 de setembro de 2023, de madrugada. Conosco conseguimos levar roupas, pequenos eletrodomésticos, um pequeno tapete Artsakh e comida. O resto de nossa história ficou para trás.

fotos fornecidas por sobreviventes es Artsakh

Conversamos também com NAZ, moradora de Yerevan. Confira:

BT - Você acredita que a guerra irá acabar?

Naz - Não acredito que a guerra acabe. Este é um novo começo para uma nova guerra.

BT - Você se sente segura em Yerevan?

Naz - Por seu minha terra me sinto segura, mas na verdade não é tão segura.

BT- Como você vê o futuro da Armênia?

Naz: Se continuarmos desta forma, perderemos a Armênia. O governo não toma medidas para estabilizar o estado do país, por isso penso que a Armênia estará em perigo.

De acordo com Sarkis Karamekian Júnior, representante da República de Artsakh no Brasil, a causa dos ataques prov{em do ódio e intolerância religiosa. “Cada ataque é um novo ataque, até porque diariamente a república de Artsakh era ameaçada. Este último ataque teve como motivação a expulsão definitiva dos armênios de suas legítimas e milenares terras. O Azerbaijão insisti que as terras não são armênias. Usaram armamentos pesados e modernos com o apoio de outros governos que tem o mesmo pensamento contra os armênios. Tendo como motivação o ódio, que é ensinado desde as crianças e a questão da a Armênia ser um povo cristão, em meio a tantas outras religiões”, afirma.

Você pode ajudar - “ARMÊNIA: Retratos de um Conflito”.

Quem não tem vida onde nasceu, tem o direito de procurar outro lugar onde possa viver. A terra é uma só e é única, a vida é uma só e é única!”

https://benfeitoria.com/projeto/sosarmenia

A diáspora Armênia no Brasil vem unindo forças para tentar amenizar um pouco o sofrimento daquele povo tão massacrado.

O BT conversou também com Vartan Moumdjian, vice-presidente da Igreja Central Evangelica Armênia de São Paulo e vice-presidente do Fundo Armênio Brasil.

BT – O que é o Fonethon?

Vartan - O Fonethon foi criado pelo Fundo Armênia do Brasil há pouco mais de 10 anos, inspirados pelo Telethon organizado pelo Fundo Armênia dos EUA. Como não temos capacidade de fazer a arrecadação através de um canal de TV, decidimos fazê-la através de telefonemas. Reunimos vários cadastros existentes de descendentes de armênios em todo o Brasil, solicitamos voluntários a todas as organizações armênias locais, escolhemos uma data, alugamos computadores e fones de ouvidos e partimos para o trabalho. Cada ano o Fonethon é sediado em uma organização armênia de SP (igrejas, clubes, consulado, etc). Durante a pandemia, desenvolvemos um aplicativo para celulares ou computadores e os voluntários fizeram os telefonemas de suas casas. Cada Fonethon tem um objetivo pré-determinado pela diretoria do Fundo Armênia do Brasil em consulta com a diretoria central desta organização em Yerevan. Já contribuímos com reforma de hospital, construção de estrada, construção de casas, sistema de águas, etc.

BT - Como as pessoas podem ajudar?

Vartan - Todos os que queiram e possam colaborar serão bem vindos. As entregas das ajudas ocorrem via o Fundo Armênia de Yerevan. Como cristãos e como armênios, tanto na Armênia, Artsakh ou na diáspora, devemos nos manter unidos e ajudar-nos mutuamente. A história de nosso povo é contada em milhares de anos. Somos dos poucos povos, realmente antigos, que ainda preservam a sua pátria. As

provações são muitas, mas devemos manter a nossa fé. Cada um de nós pode ajudar de alguma forma. Desde contar para nossos amigos sobre nosso povo e país, participar das atividades e organizações armênias, procurar preservar a língua e as tradições, estudar em colégios armênios (quando possível), assistir às missas e cultos nas igrejas armênias, enfim, as possibilidades para os armênios da diáspora colaborarem são múltiplas.

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