Publicado em 10/02/2012 as 12:00am

Brasileiro pode pegar prisão perpétua

De acordo com o Ministério Público, Andrade usou uma arma de chumbinho para forçar as prostitutas a fazer sexo

Um brasileiro foi condenado na California nessa semana pelo estupro de cinco prostitutas, segundo informações do jornal "Oakland Tribune". O caminhoneiro Gleiston Andrade, 41 anos, foi preso na cidade de Emeryville, após os policiais serem notificados de que prostitutas estariam sendo levadas por um homem para os fundes de uma loja para estuprá-las.

Um júri realizado na Corte Superior do condado de Alameda considerou o brasileiro culpado de seis acusações de sexo oral forçado e sete acusações de estupro em uma série de ataques a prostitutas na região de Oakland – CA.

Andrade foi preso na cidade de Emeryville, depois de policiais receberem informações de que um homem estaria levando prostitutas para um estacionamento nos fundos de uma loja para estuprá-las.

Andrade, que trabalhava como caminhoneiro, foi preso em flagrante no estacionamento no dia 6 de outubro de 2009.  Além dos depoimentos de quatro vítimas, o Ministério Público apresentou como provas dos crimes, exames de DNA que apontaram a presença de material genético do brasileiro em duas mulheres.

De acordo com o Ministério Público, Andrade usou uma arma de chumbinho para forçar as prostitutas a fazer sexo. Depois, para intimidar as vítimas, dizia que era policial, ex-policial ou que tinha amigos na polícia local.

Sua advogada disse no julgamento que havia poucas provas ligando o brasileiro ao crime. Segundo ela, as amostras de DNA recolhidas foram contaminadas, o que coloca os exames em dúvida.

Ela disse que Andrade nunca se encontrou com as vítimas e que, na época dos crimes, a polícia de Oakland acumulava casos de estupro não resolvidos em que o agressor dizia ser policial --e que por isso creditaram todos ao brasileiro quando ele foi preso.

A sentença definitiva do brasileiro será divulgada apenas no dia 23 de março, porém tudo indica que ele será condenado à prisão perpétua. Ainda existe a possibilidade de um recurso contra a decisão. ( AF)

Fonte: (da redação)