Publicado em 11/03/2012 as 12:00am

Indocumentado ganha US$750 mil na loteria

Tony enfrentava uma batalha judicial contra seu ex-patrão, o qual teria roubado o bilhete

Após uma audiência que durou apenas 35 minutos, um júri do Condado de Houston, no Texas, decidiu que o proprietário do bilhete de US$750,000.00, premiado pela loteria do estado pertence ao imigrante indocumentado Jose Antonio “Tony” Cua-Toc, de 27 anos. Ele tinha alegado que foi aproveitado por um empresário para o qual tinha trabalhado como diarista.

Tony, que é nativo da Guatemala e vive nos Estados Unidos desde 2000, tinha apresentado um processo contra Erick Cervantes, proprietário da empresa Fort Valley.

Após descontar as taxas cobradas pelo Governo, o imigrante receberá um total de US$517,500.00, de acordo com os seus advogados. O júri concedeu-lhes US$207.000,00 em honorários advocatícios e mais US$25,000 em danos punitivos.

O imigrante relata que comprou o bilhete no dia 17 de dezembro de 2010 no Food Mart OM. Como estava ilegalmente no país, ele procurou no patrão para saber o que deveria fazer. Foi então que ele foi surpreendido pelo golpe. Erick afirmou-lhe que não conseguiria receber o dinheiro devido a sua situação ilegal.

Imediatamente se propôs a pegar o dinheiro e entregar-lhe posteriormente. Mas não foi isso que aconteceu, conforme conta Tony.  Em sua defesa, o empresário afirmava que era o legítimo dono do bilhete e que havia dado US$20 para que o imigrante fosse comprar o bilhete. Desde então se iniciou uma batalha judicial para saber quem era o verdadeiro detentor do prêmio.

Para conseguir a vitória, a defesa chegou a apresentou aos jurados um vídeo do circuito interno da loja onde o imigrante comprou o bilhete. A enfermeira Shannon Milanek, 41 anos, foi uma das juradas e afirma que viram quando o imigrante comprou e festejou o prêmio. Durante a apresentação, o advogado de defesa perguntou: “é esta a reação de uma pessoa que comprou um bilhete premiado para uma pessoa e terá que entregá-lo no dia seguinte?”

O imigrante também enviou, via telefone celular, fotos do bilhete para seus amigos. Mas a decisão dos jurados foi baseada no fato de que foi o imigrante quem comprou o bilhete. “Só na América este tipo de justiça é feita”, disse o advogado ao agradecer a decisao do júri.

Quanto ao valor da pena aplicada para o empresário, o advogado pediu “compaixão” dos jurados, alegando que seu cliente é um homem generoso e pai de três filhos. Mas Erick alegou que enquanto o Cervantes e sua esposa viviam o “sonho americano”, gastando o dinheiro do prêmio, o verdadeiro dono estava preso por uma falsa acusação feita pelo ex-patrão de que ele estava ameaçando a sua família.

Fonte: (DA REDAÇÃO)

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