Publicado em 20/04/2012 as 12:00am

Prefeito de Newark (NJ) vai ajudar Brasileiros, caso BR Courier

Prefeito de Newark (NJ) vai ajudar Brasileiros, caso BR Courier

Depois que a mídia iniciou uma investigação sobre o fechamento da BR Courier, a redação do jornal Brazilian Times recebeu dezenas de telefonemas e e-mails das pessoas prejudicas pela empresa. Além dos brasileiros prejudicados, os despachantes e representantes que apenas coletavam as caixas também estão vivendo momentos de preocupação. "Isso porque algumas pessoas não entendem que a culpa é única e exclusivamente da BR Courier", fala o empresário Alan Figueiredo, proprietário da Bradeli, localizada em Mount Vernon - New York.

Ele afirma que somente em sua loja, cerca de 300 pessoas foram prejudicadas pelo descaso da BR Courier. O que mais deixa o empresário indignado é que os diretores da empresa já sabiam que isso iria acontecer e “mesmo assim continuaram aceitando as coletas feitas pelos despachantes”. Na opinião de Figueiredo, essa atitude mostrou que não houve preocupação alguma com os prejuízos que os brasileiros sofreriam.

Apesar de ser um despachante da BR, Figueiredo conseguiu explicar aos seus clientes que a culpa não é de sua loja e tampouco de qualquer outro representante que apenas coletava as caixas. “Eu trabalhava havia sete anos coletando o produto e entregando-o para a companhia e nunca tinha enfrentado um problema desta magnitude”, fala ressaltando que não consegue mais contato com ninguém na empresa.

Figueiredo conta que todas as vezes que conseguiu falar com algum responsável, a resposta era sempre a mesma e a culpa caia em cima da Receita Federal, no Brasil, e na burocracia do Governo do Brasil. “Mas acredito que isso não seja verdade, pois esse não é motivo para que uma empresa feche as portas ou se negue a dar esclarecimentos”, continua.

 

EM BUSCA DE SOLUÇÃO

Para ajudar as pessoas que foram prejudicadas, o empresário disponibilizou um telefone no qual tentará fazer uma lista para buscar uma solução. Ele também está se colocando à disposição para esclarecimentos e vai ajudar nos custos de um advogado ou especialista. “O que eu quero e fazer com que os brasileiros não paguem pelo erro desta companhia”, fala.

O telefone de contato é (914) 6678-5447 e Figueiredo espera que todas as pessoas se mobilizem no sentido de formar um grupo e correr atrás dos seus direitos.

Outra ajuda para estas pessoas está vindo do lado da Brazilian American United Associated – BAUA, a qual realizará uma reunião no dia 1º de maio com advogados que esclarecerão as dúvidas e mostrarão a atitude que as pessoas devem tomar. O presidente da Assembleia, Geraldo Carlos, está tentando recuperar algumas caixas que ainda estão presas no depósito da companhia. Ele fala que já conseguiu reaver algumas e que as pessoas podem entrar em contato com ele para saber o que fazer.

A presidente da entidade, Marly Cagley, se reuniu com o prefeito da cidade de Newark (New Jersey), Cory Booker, e expôs a situação. Ele se comprometeu em disponibilizar um advogado e toda assessoria jurídica para ajudar os brasileiros prejudicados.

O prefeito ficou espantando quando Marly lhe contou que este tipo de problema já vem acontecendo com frequência e disse que não entende o porquê de não ter sido feito nada para impedir que estas companhias continuem prejudicando tantas pessoas. Na reunião do dia 1º serão expostos os resultados desta conversa, além de discutir sobre o que fazer para que tanta gente não seja prejudicada.

O telefone de contato para participar da reunião ou saber como reaver as caixas é (973) 878-9938, podem entrar em contato com Geraldo através do telefone.

 

OUTRAS COMPANHIAS

Além da BR Courier, outras companhias de mudanças também estão atravessando um período complicado. O jornal Hello Brazil News www.hellobrazilnews.com divulgou uma lista de empresas que faliram ou caminham para fechar as portas. Entre elas estão a Ipanema Moving, Freeway Moving, Fenix Moving, Alexim Moving e Rio Maia. O jornal alerta, ainda, que as pessoas devem procurar a corte o mais rápido possível, antes que as companhias abram processo de falência.

Fonte: (da redação)

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