Publicado em 25/07/2014 as 12:00am

CASO TELEXFREE Wanzeler e Merrill podem pegar 20 anos de prisão

Um Júri Federal apresentou acusação oficial, nesta semana, contra os proprietários da Telexfree, o estadunidense James Merrill e o brasileiro Carlos Wanzeler.

Um Júri Federal apresentou acusação oficial, nesta semana, contra os proprietários da Telexfree, o estadunidense James Merrill e o brasileiro Carlos Wanzeler. Eles foram indiciados por nove acusações de fraude eletrônica e conspiração para cometer o crime. Ainda segundo a acusação, os enganaram os investidores através de um grande esquema de enriquecimento deles próprios e de outras pessoas envolvidas.

James e Carlos, conforme alegação do Júri, inventaram conscientemente o esquema de pirâmide para fraudar milhares de pessoas em todo o mundo e conseguiram US$1 bilhão. Esta acusação foi apresentada no Tribunal Federal de Boston (Massachusetts). Se forem considerados culpados, cada um pode pegar até 20 anos de prisão.

A acusação também apresentou uma quantia de US$140 milhões que poderão estar disponíveis para ressarcir as supostas vítimas, em caso de condenação dos dois. Também foram indicadas contas bancárias e 30 imóveis, em Massachusetts e na Florida, além de vários carros luxuosos e barcos.

Estas são as primeiras acusações oficializadas do esquema Telexfree, que tinha sede na cidade de Marlborough (Massachuetts). A empresa vendia planos de serviço de telefonia pela internet, mas este negócio era responsável por apenas uma pequena parcela dos lucros. Segundo o Júri, a maior parte do dinheiro foi proveniente de um esquema que recrutava pessoas sob a promessa de dinheiro rápido e fácil. Milhares de pessoas foram prejudicadas.

Os acusados afirma que não fizeram nada errado. O advogado de Merrill, Robert M. Goldstein, disse que seu cliente “mantém sua posição de inocente e contesta as alegações do governo".

Já o advogado de Wanzeler, Paul Kelly, disse em um comunicado que “não há nada de novo nesta acusação e que já não estavam ciente e preparado para defende-lo”. Segundo ele, isso trata-se apenas de alegações e quando a prova real for mostrada, a acusação vai demonstrar a teoria do governo de que Merrill e Wanzeler são culpados.

Em maio, Merrill e Wanzeler foram acusados ​​de fraude criminal, e os agentes federais prenderam Merrill. Mas o brasileiro fugiu para o Brasil, onde permanece até hoje em Vitória (Espírito Santo) e é considerado um fugitivo pelas autoridades dos EUA.

Merrill foi preso em junho e teve uma fiança estipulada no valor de US$900 mil. Ele foi colocado em liberdade com uma pulseira de rastreamento, além de ser obrigado estar em sua casa todas as noites.

Segundo o documento apresentado esta semana, oito das acusações de fraudes envolvem transferências de dinheiro para Merrill ou Wanzeler, através Fidelity Bank, uma instituição situada em Leominster, cujo irmão de Merrill é presidente. O Secretário de Estado, William F. Galvin, disse que vai se reunir com o John F. Merrill, nesta quinta, para fazer algumas perguntas. “Estamos muito interessados ​​em saber mais sobre isso, pois as transações não poderiam acontecer sem a cooperação do banco”, disse.

As autoridades não informaram como será a punição de Wanzeler em caso de condenação, haja vista que ele não se encontra nos EUA.

Fonte: Redação Brazilian Times