Publicado em 2/03/2015 as 12:00am

Wings é processada pelo estado por piramide fraudulenta

Em abril passado, agentes da Homeland Security fecharam os escritórios da Telexfree, que estão sendo acusados de fraudes similares à Wings

O departamento alega que a empresa se trata de uma piramide fraudulenta nos moldes da Telexfree e que mais de $23.5 milhões teriam sido arrecadados de forma ilegal.

A Securities and Exchange Commission de Massachusetts entrou, na última quinta-feira, dia 26, com uma ação de fraude contra a Wings network e 3 de seus promotores. O departamento alega que a empresa se trata de uma piramide fraudulenta nos moldes da Telexfree e que mais de $23.5 milhões teriam sido arrecadados de forma ilegal.

Segundo dados do processo, a Wings Network afirmava oferecer serviços de tecnologia móvel e digital para os seus clientes, com a venda de ‘cotas de participação’ que prometiam lucros mensais para os investidores que conseguissem pessoas para comprar as tais ‘cotas’.

Ainda segundo detalhes da investigação, a empresa recrutava milhares de brasileiros e latinos para investir dinheiro na companhia, e esse dinheiro era usado para pagar investidores mais antigos, criando-se uma piramide de negócios. Os principais sócios teriam arrecadado $16.5 milhões somente para eles com os investimentos. “A Wings Network afirma ser uma empresa visionária de produtos digitais mas na verdade isso não passa de uma ‘janela esfumaçada’ para esconder uma esquema fraudulento de piramide’’ afirma Paul G. Levenson, diretor da SEC em Boston.

Muitos brasileiros e imigrantes latinos investiram dinheiro na companhia entre novembro de 2013 e abril de 2014. Bem como a Telexfree, a empresa se localizava estrategicamente em Marlborough, que possui numerosa comunidade brasileira. Um dos seus promotores arrecadou mais de $1.3 milhões ao colocar mais de $15 milhões de investimentos de outras pessoas, na empresa.

A empresa realizava um evento anual que traziam ainda mais seguidores e potenciais investidores. Além disso, eventos regulares em estados como Connecticut, California, Florida, Texas, Georgia, e Utah também ajudavam na divulgação da piramide.

Tanto a Wings quanto a extinta Telexfree já negaram no passado que estavam realizando esquemas fraudulentos. Nós dois casos, as empresas afirmavam ser do segmento de ‘marketing multinível’, o qual a pessoa só gera lucro se colocar outras pessoas ‘debaixo’ da conta da mesma. Os esquemas eventualmente entram em colapso quando novos investidores param de injetar dinheiro na empresa, deixando milhares de pessoas no prejuízo.

A ação movida pela SEC cita 23 pessoas e empresas. A SEC também conseguiu autorização para congelar fundos e propriedades da empresa.

Fonte: Da Redação