Publicado em 18/03/2015 as 12:00am

Mãe fala sobre o desaparecimento da filha no Texas

Ao chegar na escola, no oitavo período, Marta não encontrou a filha e foi questionar os amigos que disseram que a adolescente já tinha saído, e que não a viram desde o sétimo período.

A brasileira Marta Rocha, mãe da jovem Adrieanna Cave, de 16 anos de idade, que está desaparecida desde o dia 3 de março, conversou com nossa redação por telefone e desabafa a angústia que tem vivido nestes ùltimos dias.

McKinney, Texas, tudo parecia normal naquela terça-feira, três de março. Marta ligou para a filha avisando que iria buscá-la na escola e ela disse que tudo estava como de costume. "A levei na escola de manhã, por volta das 7:20hrs. Mais tarde liguei para dizer passaria para pegá-la, pois tinha um teste para fazer, foi uma ligação curta, pois eu iria vê-la em pouco tempo. Não tinha nada de diferente do nosso cotidiano, mas foi a vez mais recente que pude falar com minha filha", conta Marta.

Ao chegar na escola, no oitavo período, Marta não encontrou a filha e foi questionar os amigos que disseram que a adolescente já tinha saído, e que não a viram desde o sétimo período.

Ao constatar que a filha estava desaparecida, trataram logo de chamar a polícia, que continua investigando o caso e buscando um paradeiro para a menina.

Mesmo com todo sofrimento, a brasileira tem lutado para ter alguma pista de onde a filha possa estar. Ela diz que levam uma vida normal e que Adrieanna é uma adolescente como qualquer outra. "Ela está na fase da adolescência e nesta idade tudo para eles é 'boring', porém nada além do normal desa fase da vida. Ela é filha única, e como tal é tratada com muito carinho. É alegre, divertida e muito meiga, todos gostam dela, não há motivos para que ela tenha fugido de casa. Milhões de possibilidades passam pela minha cabeça, mas a única coisa que necessito neste momento é minha filha de volta".

Ela conta que a polícia tem sofrido uma pressão grande, pois todos querem alguma informação, já que a cidade toda foi acionada. Cartazes foram espalhados, uma rede de TV transmitiu a notícia e todos esperam por um desfecho feliz para o caso.

Há alguns dias sob medicação, Marta nos conta que nem os remédios tem feito efeito. "Não consigo pregar o olho, pois fico com medo de perder alguma pista, alguma informação que leve à minha filha. Sempre tive pressão baixa e ontem estava altíssima, então tive de tomar alguns remédios e mesmo com eles não consigo pregar o olho".

A rotina desta mãe tem sido torturante, todos os dias ela liga para hospitais, cemitérios, amigos e nenhuma informação nova. Entre muitas lágrimas e soluços ela faz um apelo. "Eu só quero minha filha de volta, saber se ela está bem, pois esta sensação de impotência é forte demais, é tão grande que não consigo fazer nada. Estou todos estes dias em casa, quando tenho de fazer alguma coisa na rua fico com medo de perder algum contato. Então fico aqui sentada, na sala, e qualquer mínimo barulho eu corro para a porta".

A mobilização da comunidade tem sido grande. Pastores, amigos, vizinhos, grupos de orações e muitos outros, a brasileira nos conta que tem recebido ligações até de pastores que estão na China, todos tentando, de alguma forma, dar suporte para ela e sua família neste momento. "Marisa, você não faz ideia do apoio que estou recebendo, muita gente realmente envolvida com tudo isso. Não podia imaginar toda essa movimentação".

Entre soluços e lágrimas, Marta tenta se reestabelecer e continuar a nossa conversa. Difícil conter a emoção. Ela não consegue descrever o tamanho do sofrimento e diz que quem tem um parente desaparecido sabe o vazio que isso causa.

Em sua página no Facebook ela colocou diversas fotos da filha e alguns apelos. Uma página e eventos foram criados a fim de difundir o desaparecimento e atingir maior número de pessoas na tentativa de alguma informação.

Adrieanna tem 5'11" de altura, pesa 130 pounds, possui cabelo ruivo e olhos castanho claro. Se você tem alguma informação que pode ajudar. Entre em contato!

McKinney Police Officer Techia Davis (972) 547-2724 ou Private Investigator Tony Kuhnell (972) 441-4944.

Fonte: Da redação do Brazilian Times | Texto de Marisa Abel