Publicado em 26/11/2014 as 12:00am

Senador Republicano se diz envergonhado por partido

O Senador Lindsey Graham, um dos senadores republicanos que apoiou abertamente uma proposta de reforma migratória em 2013, a qual a Câmara nunca votou

No domingo (23), um influente senador republicano criticou seus colegas de partido por falharem em  votarem numa reforma migratória. “Vergonha para nós como republicanos”, disse o Senador Lindsey Graham (R-South Carolina) à analista política da CNN Glória Borger, no programa “State of the Union”. “Vergonha de nós republicanos por termos um partido incapaz de gerar uma solução para o assunto que envolve segurança nacional, assim como questões culturais e econômicas. O Senado já fez isso três vezes”, comentou.

“Tenho laços estreitos com pessoas na Câmara (dos Deputados), mas estou desapontado com o meu próprio partido. Nós ainda somos o partido da autodeportação? É essa a posição do Partido Republicano (GOP) de que 11 milhões devem ser expulsos? Eu nunca pensei que isso fosse possível. Eu acho que deveríamos aumentar a segurança de nossas fronteiras primeiro, consertar um sistema migratório quebrado”, acrescentou Graham, um dos senadores republicanos que apoiou abertamente uma proposta de reforma migratória em 2013, a qual a Câmara nunca votou.

O projeto de lei inclui a possibilidade de legalização dos estimados 11 milhões de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos e o aumento da segurança interna. Graham, apesar de apoiar uma reforma ampla, criticou o Presidente Barack Obama por usar a sua autoridade executiva que afastou o risco da deportação de aproximadamente 5 milhões de imigrantes indocumentados e concede a maioria deles a permissão de trabalho. Ele disse que concorda com muitos de seus colegas republicanos que consideraram as ações do presidente inconstitucionais.

“Uma coisa é dizer, como órgão executivo, eu não tenho dinheiro para prender todo mundo ou deportar todo mundo, então, vou coloca-los em ordem. Outra coisa é o presidente dos Estados Unidos dizer, não somente decidi não perseguir um grupo de pessoas, mas afirmativamente lhe concederei status legal. Isso vai muito além da ação executiva”, disse Graham.

Apesar de alguns membros do GOP pedirem o impeachment do presidente devido à sua ordem executiva, Graham disse que ele não é um deles. “Não vou apoiar a ideia de tirar o presidente e deixe-me te dizer o porquê. A imigração tem estado pendente no país desde 2006. O presidente está frustrado. Eu tenho a solução ampla, ou seja, que permitiria a legalização das pessoas em questão”.

“Mas você faz isso através da ação do Congresso, onde você tem todo o sistema consertado. As ações dele não aumentam a segurança nas fronteiras. Não consertam um sistema migratório quebrado e deixa milhões de pessoas de fora desses 11 milhões”, acrescentou o senador.

Entetanto, Obama defendeu suas ações, frisando que seus predecessores não agiram muito. “O Congresso tem a responsabilidade de lidar com esses assuntos e há coisas que não posso fazer sozinho”, disse Obama ao canal de TV ABC. “O que eu tenho é a autoridade legal de tentar melhorar o sistema. Devido à falta de recursos que temos, nós devemos priorizar”.

Fonte: Da Redação