Publicado em 9/03/2015 as 12:00am

Deputada petista se reúne com comunidade em Somerville

Benedita da Silva falou sobre a corrupção e quer ouvir opiniões de brasileiros que vivem no exterior.

ldquo;O Brasil está vivendo neste momento o grande debate da corrupção debate que nós não podemos perder,porque enganam-se aqueles que se apequenam diante desta grande oportunidade que o país está tendo .Longe!Longe de pensar de que essa corrupção começa com uma determinada sigla,ou com um determinado governo. O Brasil está tendo a maior oportunidade de passar a limpo muitas das poeiras que estavam debaixo do tapete. O que vivemos no Brasil hoje é um momento de debate,de reflexão.”,afirma a Deputada Federal pelo Partido Trabalhista,Benedita da Silva.

A Deputada Federal iniciou sua carreira política como vereadora na cidade natal,o Rio de Janeiro,no ano de 1982.Como vereadora,já lutava pelas causas sociais à frente da Associação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro. Foi eleita e re-eleita como Deputada Federal,foi vice-governadora do Estado do Rio e chegou ao mais alto escalão do Poder Legislativo Brasileiro:o Senado Federal. Uma conquista,um mérito adquirido através dos estudos e na transparência com que executa o cargo que lhe foi dado.A Deputada é formada em Enfermagem e tem curso Universitário em Serviços Sociais,tem também a graça dada do alto,de onde vem todo o poder.

Este encontro só foi possível através de uma associação de pessoas interessadas em um mesmo objetivo,chamado FIPE,Fórum Internacional de Petistas no Exterior.

“O FIPE é um espaço de debate”,declara a Presidente do Núcleo do PT em Boston,Cláudia Tamsky.“Foram criados 3 núcleos em 3 diferentes partes do mundo: núcleo de Boston,da Áustria,e o núcleo da Alemanha. O FIPE foi criado no ano passado,2014 e tem como objetivo a oportunidade entre pessoas,de debater,de pensar e raciocinar várias questões, não só de partido,mas política,economia,relações internacionais.

O FIPE realizou o seu primeiro encontro no ano passado,2014,em Viena/Áustria,neste ano de 2015,foi escolhida a cidade Boston e para o ano de 2016,acreditamos que será a cidade da Polônia-Alemanha.”

O espaço FIPE em Boston foi aberto com a memorável apresentação da Deputada Federal e ex-governadora do Rio de Janeiro,Benedita da Silva eleita pelo Partido dos Trabalhadores(PT),que a convite do próprio FIPE de Boston,e também da renomada BROWN University Rhode Island,foi solicitada para falar de assuntos ligados aos interesses sobre a situação social e política atual no Brasil,a partir dos olhares de Brasileiros que vivem no exterior. O tema apresentado à Deputada teve como lema: “O Brasil pós-eleição da Presidente Dilma.”.

Com vocês leitores,um pouco do conteúdo que foi discutido no segundo encontro Internacional dos Petistas no exterior. Um evento,um fórum que foi nada mais que um encontro entre o parlamento e a comunidade,aonde situações foram esclarecidas e perguntas respondidas na esperança de levar respostas do que se viu aqui ao parlamento.

“Agradeço ao FIPE por ter me dado esta oportunidade de estar aqui com vocês.Acredito que oportunidades como esta são sempre boas para conhecer-mos outras pessoas,saber do nosso povo do Brasil,por onde anda,como está,e como podemos ajudar,como podemos caminhar juntos.

Ao ser convidada,me deram um tema: “Que país é este?”.E como, nós estamos vendo o país agora. Por isso fiz uma pergunta a mim mesma, e vi que nós temos dois “Brasis”: um Brasil que eu o considero um Brasil Real, com todas as suas dificuldades mas com um trabalho de inclusão social,de geração de empregos,de investimentos públicos e privados,é claro;e um Brasil de projeção internacional: um Brasil Soberano,é este que eu chamo de um Brasil real. Um Brasil Real é aquele é aquele que também tem dificuldades mas ao seu lado ele tem também estes desafios que vai superando a partir de suas políticas que são implementadas. E temos um outro Brasil que é aquelas realizações que o país tem é não é vista,ela invisível e por ser invisível e traz benefício para a maioria da população,ela é invisível, e por assim ser,nós questionamos. Nós até pensamos em dizer que não está dando nada certo,não estou gostando nada disso,porque aquela parte invisível talvez ela possa dar mais segurança,mais estímulo mais ânimo para essa caminhada.

Nós tivemos no Brasil recentemente a eleição,que foi uma reeleição. Uma reeleição você tem um desafio,que é o governo ter que superar a si mesmo. O governo não poderia ser uma continuidade,ele já tinha uma outra etapa a ser superada. O Brasil Real,que é o Brasil que reelegeu a Presidenta Dilma Roussef optou para que o governo pudesse dar conclusão aquilo que ele tinha iniciado,mas aceitar os novos desafios que estão colocados. Diante disso nós tivemos todas as manifestações do povo brasileiro. Nas manifestações do povo brasileiro,a sociedade brasileira colocou um pouco suas demandas,sua insatisfação,mas ao mesmo tempo ela tomou a sua decisão. A decisão de reeleger para promover a inclusão social,para dar continuidade a um projeto que na verdade incluiu mais de 36 milhões de famílias,que temos o menor índice de desemprego. Um projeto que pôde atender sem dúvida nenhuma,uma valorização real do salário;estou falando do que é real. Que soube ter uma distribuição de renda colocando como eixo estruturante um modelo de desenvolvimento econômico que pudesse incluir. Então nós formamos um forte mercado de massa interno,que deu ao país condição de superar,de enfrentar crises que todos nós acompanhamos e estamos ainda acompanhando. A crise de 2008 restrita aos Estados Unidos,a crise de 2011 atingiu a Europa e a China,e é neste contesto que vimos uma crise se aprofundando,e a situação levando a que haja uma redução de crescimento econômico,e o país tem que tomar em suas mãos medidas para que ele possa combater a crise preservando os direitos trabalhistas e os programas sociais dos quais não teria sentido o povo ter reelegido a nossa Presidenta Dilma.

A Presidenta Dilma sabia que o seu mandato tinha de buscar novos caminhos numa conjuntura internacional desfavorável, porque é uma realidade. Dar uma continuidade ao modelo de crescimento com distribuição de renda,é preciso que aconteça algo,e não é milagre,apesar deu eu crer em milagre. Não é milagre,é saber o rumo,como fazer depois de ter ganho uma eleição. Qual é o plano deste governo para um segundo mandato. É concentrar os investimentos na educação,foi uma das medidas colocadas dando um salto de qualidade na competitividade,e o resultados da própria eleição demonstraram que a Presidenta Dilma precisa recompor a sua base social. Ampliar o apoio da sociedade em relação ao projeto que hoje o Brasil está desenvolvendo para poder fazer os ajustes necessários com a compreensão e o apoio do povo,e entendendo o momento de crise,que não é uma crise só no Brasil,é uma crise internacional. A gente tem ter esta tranquilidade. Os interesses que nós poderíamos dizer de uma elite econômica ou mesmo de um grande mercado financeiro;estes setores mais privilegiados que a própria história tem colocado como sempre se opondo às transformações sociais que se apresentam. Este núcleo permanente de oposição politica e social é um núcleo que leva a que haja,essa é uma realidade,um afastamento por parte da base social,ao projeto que hoje o governo brasileiro tem a responsabilidade. Então estamos de grandes desafios e a ampliação da oposição no país,assumindo abertamente a defesa de ir contra ao projeto que ai está,abertamente,não tem dissimulação,e é preciso que num processo democrático nós possamos saber encarar este momento. E de que forma encarar este momento...

Nós precisamos,quando digo nós mesmos,é nós Brasil. Estamos falando nós governo,nós sociedade,nós povo brasileiro. Nós precisamos aceitar os desafios que estão colocados,os mais imediatos,e recompor esta base de aliança. E deve começar pela câmara, onde eu estou hoje,exercendo o meu segundo mandato. Reeleita a Deputada Federal,depois de estar 20 anos fora do Legislativo,porque estava no Executivo e retornei ao Legislativo. Nós temos hoje um dos congressos mais conservadores de toda a história de 1964 no Brasil. Recompor esta base aliada não é uma coisa tão fácil,nós precisamos de tempo,de mobilização,nós precisamos das respostas aos ataques que o projeto,não estou falando de pessoas,falando os ataques que o projeto nacional vem sofrendo das forças contrárias para que nós possamos construir uma nova correlação de forças sociais,de governabilidade social,e de desafios de médio prazo,de natureza estratégica que é uma uma política de ajuste fiscal. Aí as coisas começam a dificultar,porque se não há uma mobilização,se não há uma reformulação,recomposição nesta base de aliados fica quase que impossível fazer qualquer tipo de ajuste e que não tenha a compreensão desses setores. Por isso a importância dessa recomposição que se invitalmente não houver o ajuste fiscal vai gerar uma insatisfação inevitável da população na medida que não tem as informações. E é isso que eu falo do outro Brasil; o Brasil invisível. Este Brasil invisível não pode compreender o que passa no Brasil Real. Porque ele é invisível,suas ações são invisíveis,as informações não chegam. Não chegam para os brasileiros que estão fora do país,não chegam para os brasileiros dentro do país. Então exige que nós tenhamos condições de mobilizar e dar um salto de qualidade na política de comunicação do país.”, ressalta a Deputada Benedita da Silva.

No parágrafo seguinte ela ressalta a importância da comunicação como um meio de levar a todas as classes o que acontece dentro de um plenário:

“Esta política de comunicação no país é extremamente importante. Quando pensamos juntos, alguma coisa boa sai de todos nós. Estamos no Brasil num período fértil de democracia,liberdade total na nossa democracia. Nós estamos vivendo,na democracia e queremos que a representação feminina seja maior,porque aonde tem democracia é preciso a presença da mulher. O salto de qualidade que nós precisamos dar é evidente que a comunicação é fundamental. Por isso a importância do FIPE de poder dialogar com outras forças políticas,com outras siglas partidárias,pois é este o momento de fazer um grande debate político de conjuntura,da situação dos brasileiros fora do país. Não é só uma situação de um partido político em si,mas como o governo está tratando dessas questões. Quem está de fora está vendo essas questões,o que tem realmente de informação real e concreta dá situação brasileira e qual é a sua própria situação num país que não é o seu país. Nós estamos enfrentando este desafio não só como partido político,enfrentamos esse desafio como governo e nós temos que apresentar para a sociedade e é desta forma que estamos vendo um meio uma agenda positiva.O Brasil precisa de uma agenda positiva. Essa agenda positiva precisa de mostrar o invisível.”

Um desabafo de origem pessoal:

“Eu me lembro que no momento eleitoral,aonde os candidatos tinham o mesmo tempo e cada um mostrou o que tinham para mostrar. E teve um momento que fiquei perplexa, porque eu, brasileira, no Brasil,deputada federal, o governo é o governo do meu partido,mas na campanha tinha muita coisa que não estava sendo feita. Teve coisas comprovadamente feitas que eu não tinha o mínimo conhecimento. Se eu não tinha esse conhecimento,imagine a base social brasileira.

A comunicação é um instrumento importante,não é importante para divulgar,promover uma pessoa ou outra,é importante para poder chegar a base social do país para que ela possa também dar a sua contribuição crítica ao projeto que está sendo aplicado.

“É preciso separar o trigo do joio”,declara com autoridade Benedita da Silva,quando direcionou a conversa para a questão da corrupção:

“Sabemos que o Brasil está vivendo neste momento o grande debate sobre a corrupção. Um debate que nós não podemos perder,porque enganam-se aqueles que se apequenam diante desta grande oportunidade que o país está tendo. Longe!

Longe de pensar de que essa corrupção começa com uma determinada sigla,ou com um determinado governo. O Brasil está tendo a maior oportunidade de passar a limpo muitas das suas poeiras que estavam debaixo do tapete.

Se a sociedade não tomar para si e fazer um discurso pequeno de que é o governo tal,e é o partido tal,vai perder a oportunidade de dar início ao combate a corrupção.

Eu ontem fazia um grande discurso,eu considero grande porque nós estamos vivendo no Congresso Nacional este grande debate da corrupção. E a corrupção está sendo colocada apenas em relação à um partido,neste caso o meu,mas não é disso quero eu quero falar. Quero falar de como nós não estamos refletindo o que está acontecendo neste país que nunca aconteceu:é de que os colarinhos brancos,primeiro a gente tem que investigar,apresentar provas. Tem que fazer o julgamento, e feito o julgamento,tem que condenar!Condenar aqueles que realmente estão lesando o patrimônio público.

Mas é importante “separar o joio do trigo” porque senão é aquela velha história: “você vai jogar a criança e a bacia junto”,por conta de que o combate a corrupção é fundamental e não pode estar restrito a um partido ou a um governo. Isso é uma continuidade e, pasmem! Quem realmente colocou,apresentou para a sociedade um projeto de combate a corrupção criou,até deu ação premiada,está sendo responsabilizado por estar combatendo a corrupção. E as vezes quando nós vamos fazer alguma coisa nós não temos ideia do que pode acontecer,e pode ser que na sua casa,você tem alguém que você pensa que conhece e não conhece. Então a partir deste exemplo simples,eu fiz um discurso: “A Sonegação no Brasil.”,revela com pesar..


O assunto da sonegação no Brasil:

“A Sonegação no Brasil é 25 vezes maior que a corrupção. A sonegação é maior. Então não existe corrupção sem corruptores!”expressa com indignação a Deputada Benedita.

“E as vezes na nossa cultura individual nós cometemos certos atos que nós pensamos que aquilo não tem haver com corrupção.”...vamos sonegar os impostos,vamos dar um jeitinho de pagar menos...vamos esconder isso,fazer isso e aquilo...”e, a gente não se dá conta. É aquela história: “..hoje eu tiro um grão de feijão,amanhã eu tiro dois,dez,depois da amanhã..depois eu vou me acostumar e vai ser tão natural que eu não vou perceber que eu estou sonegando. Que a sonegação contribui com a corrupção. Essa é a grande realidade

O que nós hoje estamos vivendo é um momento de debate,de reflexão.”

O Caso da Lava Jato:

“Nós não estamos fugindo a nenhum princípio do FIPE,é um papel que deve desempenhar sobre o que está acontecendo. As empresas estão paradas,e as empresas paradas param o país. Mais do que isto,o menor índice de desemprego nós temos na historia do Brasil hoje. Pois daqui um pouco mais 500 mil pessoas ficaram sem empregos,500 mil pessoas ficaram sem emprego. Puna a quem tem tenha que punir,mas deixe essas empresas dar conta e entregar as obras. Não é possível a transposição do Rio São Francisco. Está faltando água lá para o povo. São milhares e milhares de casa sendo construídas e tantas outras rodovias. É a história da criança: vai jogar todo mundo fora. Não prenda quem tiver que prender. Condene quem tiver que condenar,mas garanta de que as pessoas que não tem nada com isso,os trabalhadores e trabalhadoras, pessoas honestas e confiáveis,pois não é possível que o Brasil inteiro é corrupto. Tem empresários decentes e tem trabalhadores para trabalhar. Tem o pão de cada dia. Estes são os desafios da conjuntura.”,declara.

Falemos da Petrobras e do Pré-Sal:

“Para nós uma defesa da Petrobras e do Pré-Sal é importante,todos nós sabemos da importância. O congresso votou e nós teremos 35% do Pré-sal vai para a educação.

E os outros 15,20% vão para a saúde. Nós já temos 10% do PIBE para a educação. É um compromisso. Vai ser um avanço daqui a 10 anos,tanto na educação como na saúde. Mas isso tem haver com uma questão de gestão por que não basta só que o Brasil tenha muito dinheiro,é preciso que tenha a gestão e cuidado com o público. Mas nesse Brasil Real nós conseguimos dar sobrevida à indústria naval que já estava sucateada praticamente. E colocamos neste debate o que isto vai afetar para a indústria naval.”







A situação dos Brasileiros com relação à educação adquirida fora do país:


“É uma sucessão de desafios que estão sendo apresentados,mas mesmo assim nós entendemos que para superar estes dois principais obstáculos,do Brasil Real e do Brasil Invisível, e para um avanço da democracia,não temos como continuar com o oligopólio mediático e o domínio do sistema politico pelo poder econômico.

E pra isso então nós precisamos de uma reforma política.

É hoje o que está colocado para o congresso nacional. É o que está colocado para o governo,para os partidos políticos. E esperamos sim que a política internacional do país alcance os brasileiros fora do país,num reconhecimento e de que temos grandes desafios ainda pela frente nos acordos em que o país tem feito. Esperamos muito que haja entre brasileiros e brasileiras condição,de sobretudo,de verem validados os seus diplomas,dos seus estudos no exterior. De ver também os brasileiros terem validades em suas documentações e terem hospitalidade que o Brasil sempre sempre está oferecendo. E esperando também que o Brasil possa, após esta conjuntura,que nós chamamos de maré,que nós possamos também aumentar todo o esforço que o Brasil tem feito no sentido de dar à educação brasileira mais oportunidade aos brasileiros,de dar à saúde brasileira mais oportunidades aos brasileiros.”


As despedidas:

“O convite é muito prazeroso, é o que eu gosto de fazer,eu já estava mesmo sentindo saudades dessa coisa de militância, de poder ir ver aonde está nosso povo,o que estão fazendo e poder dar essa contribuição. De dialogar com vocês,de poder trocar,de pensar um pouco. Quando nós pensamos juntos alguma coisa boa sai de cada um de nos. Desejando que agora vocês possam contribuir,porque eu também vir buscar,eu vim beber nessa fonte de vocês que estão fora do Brasil mas que podem muito contribuir e poder colocar um pouco esse olhar. Eu quero desejar e agradeço ao FIPE,que possam na continuidade do seu trabalho, estar estimulando e sensibilizando por este mundo afora onde quer que esteja um petista,nós possamos estar levando essa mensagem,até para aqueles que não são,de como o é importante nós estarmos fora do nosso país,e poder saber um pouco o que está acontecendo no nosso país.

Fonte: Da Redação | Texto de Maressa Pimentel