Publicado em 11/08/2017 as 12:00pm

Pesquisa: metade dos republicanos apoia adiar eleição de 2020 nos EUA

A impressão de que as eleições americanas são fraudulentas, embora nunca tenha sido provada, é compartilhada por muitos simpatizantes do Partido Republicano.

Pesquisa: metade dos republicanos apoia adiar eleição de 2020 nos EUA REUTERS - Jonathan Ernst

Uma nova pesquisa realizada pelo jornal americano "Washington Post" mostra que pouco mais da metade dos eleitores republicanos apoiaria a ideia de adiar a eleição americana de 2020 caso o presidente dos EUA, Donald Trump, dissesse que isso é necessário para consertar o sistema eleitoral do país.

A impressão de que as eleições americanas são sujeitas a fraudes, embora nunca tenha sido provada, é compartilhada por muitos simpatizantes do Partido Republicano. Pesquisa feita durante a campanha de 2016 mostrou que mais de dois terços dos eleitores de Trump acreditavam que as votações nos EUA são constantemente fraudadas.

O próprio presidente, aliás, estimula tais ideias. Após ter sido eleito, Trump afirmou diversas vezes que teria vencido no voto popular se cerca de 5 milhões de imigrantes ilegais tivessem sido impedidos de votar. No sistema americano, vence quem obtiver mais votos no Colégio Eleitoral.

O "Washington Post" perguntou a 1.325 entrevistados se eles apoiariam ou não Trump e o Partido Republicano caso estes dissessem que é necessário adiar a eleição de 2020 até que seja possível garantir que apenas americanos aptos a votar o façam.

A pesquisa mostrou que 68% dos simpatizantes dos Republicanos acreditam que milhões de imigrantes ilegais conseguiram votaram nas últimas eleições e 47% creem que Trump venceu no sufrágio popular.

Além disso, 56% afirmaram que apoiariam o adiamento do pleito de 2020 se Trump e os congressistas republicanos defendessem a medida.

Embora a pesquisa trate de uma situação hipotética, escreve o "Washington Post", ela "mostra no mínimo que um número substancial de eleitores republicanos são suscetíveis a violações das normas democráticas".

Fonte: Folhapress