Publicado em 23/07/2014 as 12:00am

Filho de brasileiro espera ajuda para enfrentar leucemia

Raphael foi diagnosticado com Leucemia Mieloide Crônica, doença que afeta 2% das crianças no mundo

 Raphael Dias Machado, filho do brasileiro Aristides Machado com a açoriana Maria Machado, vive uma adolescência diferente dos jovens de sua idade. Ele luta contra uma doença chamada de Leucemia Mieloide Crônica. Nascido na cidade de Cambridge (Massachusetts), ele tem 16 anos de idade e no dia 26 Outubro foi diagnosticado com a LMC.

Grande parte dos custos foi coberta pelo Mass Health e pelo fato do rapaz estar servido como cobaia em um estudo que busca a cura para a doença. Apesar da maioria dos tratamentos não prover a cura, eles atrasam a sua progressão.

Mas o que a família, que mora em Everett (MA), busca agora é prepará-lo para um possível transplante de medula óssea. Apesar da maioria dos tratamentos não curar a doença, eles consegue atrasar a sua progressão. Cerca de 30% pacientes vivem até dois anos depois de receber o diagnóstico enquanto que outros conseguem ficar vivo até quatro anos.

Por isso será preciso fazer um tipo de inseminação que vai deixar o organismo dele pronto para o um possível transplante de medula. Para cobrir estas despesas, os pais resolveram iniciar uma campanha em bisca de recursos. O primeiro passo foi criar uma rifa com vários prêmios: 01 contêiner de 40 pés para o Brasil, uma passagem de US1 mil para qualquer lugar, um jantar para duas pessoas no Boston Garden com direito a passeio de limousine, um televisor de 30 polegadas smartv, gifts no valor de US$300 e US$250, um tablete Toshiba, dois relógios (masculino e feminino), uma passagem no valor de US$250.00, óculos unissex da marca Prada.

O sorteio acontecerá no dia 17 de outubro e as pessoas interessadas em ajudar ou saber o posto de venda mais próximo de sua casa, podem entrar em contato com Maria através do telefone (781) 475-4795.O nome dos ganhadores serão divulgados no programa de rádio Good Morning America e Good Morning Brasil, pela emissora de rádio 1360AM.

O que é LMC?

A leucemia mieloide crônica (também chamada de leucemia mielogênica crônica) é um tipo de câncer que afeta as células mieloides (subtipo de glóbulos brancos) presentes na medula óssea.  

A medula óssea é responsável pela produção de todas as células do sangue do nosso corpo, subdivididas em glóbulos vermelhos (hemoglobina), plaquetas e glóbulos brancos. Os três principais tipos de glóbulos brancos são granulócitos, monócitos e linfócitos e, no caso específico deste tipo de leucemia, as células anormais (malignas) se desenvolvem nas que dão origem aos granulócitos e monócitos, também conhecidas como células mieloides.

Essa alteração no DNA das células mieloides proporciona uma vantagem às células malignas em termos de crescimento e sobrevivência, pois as células doentes passam a ter maior sobrevida do que os glóbulos brancos normais, que continuam em produção. Diferente da leucemia mieloide aguda, a leucemia mieloide crônica permite o desenvolvimento de outras células normais na medula óssea, sendo essa a explicação para a progressão menos severa da doença.

Essa doença acomete principalmente adultos. A frequência da doença aumenta com a idade, passando de aproximadamente um caso a cada 1 milhão de crianças nos primeiros dez anos de vida, um caso em cada 100 mil indivíduos aos 50 anos e a um caso em cada 10 mil indivíduos acima de 80 anos. O comportamento da doença em crianças e adultos é similar, no entanto, o resultado de um transplante de células-tronco hematopoéticas (TCTH) é melhor em indivíduos mais jovens.

A única possibilidade de recuperação total é o transplante de medula óssea, que deve ser de um doador com um tipo de tecido compatível, quase sempre um parente próximo. Ele bastante eficaz durante os estádios iniciais da doença e é consideravelmente menos eficaz durante a fase acelerada ou a crise blástica. Foi recentemente demonstrado que o interferão alfa pode normalizar a medula óssea e induzir a remissão, mas ainda não se conhecem os seus benefícios a longo prazo.

Fonte: Redação Brazilian Times