Publicado em 9/02/2015 as 12:00am

Mais uma brasileirinha é salva pela medicina dos EUA

A menina Júlia Marcheti Ferraz é levada para a sala de cirurgia no Saint Louis Children's Hospital, no Missouri, nesta sexta-feira (6). Operação foi bem-sucedida

Após uma batalha judicial, a menina Júlia Marcheti Ferraz, 5, portadora de paralisia cerebral, foi operada na sexta-feira (6) nos Estados Unidos. A cirurgia foi um sucesso e a criança passa bem. A família entrou com uma ação e conseguiu que o SUS (Sistema Único de Saúde) custeasse o procedimento, que custou perto de R$ 150 mil. A cirurgia foi realizada no  Saint Louis Children's Hospital.


Diagnosticada com leucomalácia periventricular nível 3, um tipo de paralisia cerebral que causa rigidez muscular e compromete os movimentos dos membros, Júlia só conseguiria melhorar do problema com a cirurgia feita nos Estados Unidos. No Brasil, o procedimento só é realizado em casos mais severos da deficiência, a partir do grau 4. A expectativa, agora, é que, com a ajuda de fisioterapia, Júlia recupere boa parte dos movimentos.

"Já recebemos a mensagem que tudo correu bem e que a cirurgia foi um absoluto sucesso. A Júlia já foi para a  sala de recuperação, e nós estamos em estado de êxtase aqui", disse o pai de Júlia, Alexandre Ferraz.


Operação

Júlia entrou em cirurgia por volta das 18h40, horário de Brasília, e o procedimento acabou por perto da meia-noite. Apesar do bom resultado, ainda não há previsão para a alta de Júlia. "Os médicos estão avaliando, não há previsão. Mas torcemos para que a estada seja breve", disse o pai.

O caso

A família de Júlia Marcheti Ferraz, que mora em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), ingressou com a ação desde o ano passado na Justiça Federal pedindo que o governo brasileiro bancasse o procedimento, feito exclusivamente nos Estados Unidos.
 
A Justiça concedeu o pedido, mas o governo recorreu, em dezembro, e o dinheiro chegou a ser congelado. Só em janeiro, depois de correr o risco de perder a vaga no hospital norte-americano, os recursos foram definitivamente liberados.

Fonte: Da Redação