Publicado em 13/02/2015 as 12:00am

Vida de brasileirinho depende de uma assinatura no Brasil

Gabriel está na Florida para fazer fisioterapia e depois vai se mudar para Massachusetts, onde receberá outros tratamentos

O pequeno Gabriel Machado, que nasceu prematuro de 27 semanas, devido a um erro médico em um hospital na cidade de Campinas (São Paulo), está com a sua vida nas mãos do Comandante do Exército Brasileiro. “Com dois anos de vida, em 2009, ele teve uma crise de convulsão muito forte e foi isso que gerou os problemas neurológicos”, relatou o pai Jeferson Mahado durante uma entrevista ao jornal Brazilian Times.

A vida de Gabriel depende de apenas uma assinatura! Foi desta forma que inicia uma publicação na fanpage criada em solidariedade ao garoto, que é filho de militares do Exército Brasileiro.

Aos dois anos o Gabriel sofreu uma convulsão e ao ser socorrido não recebeu o tratamento adequado. O que provocou sequelas que afetaram os seus movimentos e a coordenação motora. Gabriel não tem postura de tronco, não caminha, não fala, sofre muitas convulsões e é totalmente dependente de seus pais, Jefferson e Perla, ambos militares do Exército Brasileiro.

Quase sem dinheiro para o transporte, alimentação e hospedagem a família se vira como pode nos Estados Unidos. Com a ajuda de amigos e contribuições obtidas por meio da fanpage SOS Gabriel Machado eles foram para os EUA em busca do tratamento indispensável à vida do menino, que não pôde esperar mais pelos tramites burocráticos necessários para que o sistema de saúde do Exército custeie seu tratamento.

Só os militares sabem da dificuldade que é exigir de médicos e diretores de hospitais militares, geralmente superiores hierárquicos, o tratamento devido para os dependentes.  Num momento de dor e comoção, de luta pela saúde de um filho, pode-se esbarrar em trâmites hierárquicos e burocracias típicas da caserna, e nem sempre é fácil lidar com isso. 

A família, há alguns anos, chegou a acionar na justiça o hospital do Exército para que fornecesse o tratamento e medicamentos na época indispensáveis à vida de Gabriel. Veja um extrato da decisão favorável, proferida pela Desembargadora Federal Selene Maria de Almeida: “Gabriel Franco Machado interpõe agravo de instrumento… contra o Comandante da 6ª Região Militar e o Diretor do Hospital Geral de Salvador…  Um processo de aquisição que tem como duração de sete meses a um ano e quatro meses… não visa atender ao usuário do sistema, que solicita porque precisa, e sim, visa criar um óbice para a utilização do serviço que a própria legislação oferece. Sendo certo dizer que cada alegação de falta de documento, falta disso ou daquilo é uma forma nítida de mascarar e pretender justificar a própria ineficiência do serviço prestado… Ressalto que um processo como o de fornecimento de medicamentos que visa a atender o usuário do sistema de três em três meses, é inconcebível que tenha demorado mais de um ano para sua conclusão, não faltaram documentos, mas sim prescreveram pela demora e o descaso generalizado, revelando-se vergonhoso e desumano colocar a culpa no usuário”.

A sargento Perla, mãe do garoto, nunca deixa de agradecer a todos que os têm ajudado de alguma forma. No dia 9 de fevereiro começou mais uma etapa de fisioterapia na Florida. A mãe agradece ao Lampert’s Therapy Group por estar proporcionando ao Gabriel mais essa etapa de tratamento. 

Entre os que contam com a gratidão da família, além dos citados acima, estão vários membros da comunidade brasileira em Boston e a Casa Ronald MacDonalds.


Esperança.

A família moveu um processo de reparação em relação ao erro médico que vitimou Gabriel. O processo já dura sete anos! Gabriel no momento aguarda ansiosamente um despacho do Comandante do Exército. A família espera que o novo Comandante autorize o custeio do tratamento nos Estados Unidos. O requerimento foi protocolado em janeiro. Enquanto aguardam, subsistem em um abrigo, amparados pelo amor e auxílio financeiro de amigos e parentes.

Quem quiser saber mais sobre o assunto é só acessar www.facebook.com/SOSGabrielMachado

Fonte: Da Redação