Publicado em 13/03/2015 as 12:00am

Brasileiro é integrado em um projeto de satélite da Nasa

'Acredito que participar desse projeto é um incentivo para muitos estudantes brasileiros'

Foi em junho de 2014, após três anos cursando engenharia aeroespacial na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que Mateus Oliveira, de 22 anos, participou do programa federal Ciências sem Fronteiras. Hoje, participa de um projeto espacial patrocinado pela Nasa, a agência espacial americana, em uma universidade dos Estados Unidos.

O estudante começou a trabalhar no laboratório de sistemas espaciais apóscursar uma disciplina prática ministrada pelo diretor da equipe e obter notas altas. "Acredito que participar desse projeto é um incentivo para muitos estudantes brasileiros", conta.

A Nasa tem projetos educacionais e parcerias com muitas universidades dos Estados Unidos e, anualmente, seleciona os melhores projetos do país para serem lançados no espaço através do seu programa educacional de nanossatélites. Rascal foi um dos selecionados no ano passado.

Rotina
Além de trabalhar no laboratório, Mateus também assiste às aulas, faz natação e musculação. Em épocas de provas, passa grande parte do seu dia na biblioteca da Universidade de Saint Louis. "A minha rotina aqui é mais intensa em relação a rotina que tinha no Brasil. Aqui aprendi a organizar meu tempo, me sinto mais produtivo hoje em dia", afirma o estudante.

O intercâmbio já era um sonho antigo do jovem, que para facilitar sua ida aos Estados Unidos, contou com dicas de amigos que já tinham feito intercâmbio e praticou o inglês com seu irmão.

Mesmo praticando em casa, Mateus enfrentou dificuldades para se adaptar ao idioma nas duas primeiras semanas e, por isso, fez dois meses de curso de inglês para "melhorar a habilidade com a língua".

No laboratório em que trabalha, o jovem tem tido a compreensão dos colegas que o ajudam quando enfrenta dificuldades com alguns termos técnicos. "Eles são muito prestativos e, além disso, o projeto tem extensa documentação e eu posso pesquisar e estudar termos e conceitos", afirma. Morando há nove meses nos Estados Unidos, o estudante já consegue acompanhar as aulas, escrever cartas e estabelecer diálogos.

Fonte: Da Redação