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O gato que faz Tóquio parar

Um gato gigante. Tricolor, preguiçoso, com olhos enormes que acompanham a multidão na saída leste da estação de Shinjuku, a mais movimentada do mundo. Fiquei ali mais tempo do que pretendia. Executivos apressados…

Publicado em 09/25/26
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O gato que faz Tóquio parar
Legenda

Ele aparece sem aviso, lá no alto, e Tóquio inteira parece parar para olhar

Um gato gigante. Tricolor, preguiçoso, com olhos enormes que acompanham a multidão na saída leste da estação de Shinjuku, a mais movimentada do mundo.

Fiquei ali mais tempo do que pretendia. Executivos apressados diminuíam o passo. Turistas erguiam o celular ao mesmo tempo. Uma senhora japonesa sorriu sozinha, como quem cumprimenta um vizinho antigo.

O gato boceja. Estica as patas. Encosta a cara na borda da tela como se quisesse pular para a calçada.

Não pula, claro.

Mas a ilusão em 3D convence tanto que a gente esquece, por alguns segundos, que está diante de um painel curvo de LED no alto de um prédio. O bichano mia, cochila, observa o trânsito e some de novo. Cada aparição dura pouco. Talvez por isso ninguém consiga ir embora antes da próxima.

Ao redor, Shinjuku segue no seu ritmo elétrico. Letreiros de neon, cruzamentos lotados, bares minúsculos escondidos em vielas estreitas e o cheiro de yakitori subindo das grelhas. O Japão futurista e o Japão de bairro dividem a mesma esquina.

E no meio de tudo isso, um gato.

Invisível para quem passa com pressa. Inesquecível para quem para.

Nesta edição, conto como encontrar o melhor ângulo para fotografar, qual o horário com menos gente e o que explorar nas ruas em volta depois da visita.

Acesse BrazilianTimes.com/James-Moxley e veja matéria completa e a galeria de fotos — publicado todo domingo.

 

Fonte: Da redação

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