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Prefeita de Kissimmee é presa sob acusação de fraude em auxílio da Covid-19

A prefeita de Kissimmee, Florida, Jackie Espinosa, foi presa na quarta-feira, 21 de outubro, sob acusações de furto de grande valor e esquema organizado de fraude envolvendo recursos destinados à recuperação de pequenos…

Publicado em 10/22/26
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Prefeita de Kissimmee é presa sob acusação de fraude em auxílio da Covid-19

A prefeita de Kissimmee, Florida, Jackie Espinosa, foi presa na quarta-feira, 21 de outubro, sob acusações de furto de grande valor e esquema organizado de fraude envolvendo recursos destinados à recuperação de pequenos negócios afetados pela pandemia de Covid-19. A prisão foi anunciada pelo procurador-geral estadual, James Uthmeier, e pelo diretor financeiro da Florida, Blaise Ingoglia.

Segundo as autoridades, Espinosa teria usado o cargo para influenciar a distribuição de recursos do programa municipal Business Boost 2.0. A investigação aponta que US$ 50 mil foram destinados a empresas vinculadas à prefeita e à família.

De acordo com a acusação, ela participou da criação e ampliação do programa e, posteriormente, solicitou os benefícios para negócios familiares, apesar de questionamentos sobre possíveis conflitos de interesses. Os repasses incluíram US$ 20 mil para uma empresa ligada à prefeita, US$ 15 mil para o Kissimmee Diner e US$ 15 mil para a Real Estate Gallery, pertencente ao marido.

Uma auditoria do Departamento de Serviços Financeiros da Florida identificou possíveis irregularidades e motivou o encaminhamento do caso aos investigadores. Segundo o órgão, sete empresas instaladas em imóveis pertencentes ou administrados por familiares de Espinosa receberam, juntas, US$ 90 mil. Desse total, US$ 50 mil foram destinados aos negócios ligados à família e US$ 40 mil a empresas inquilinas.

Defesa contesta acusações

A advogada Migdalia Perez afirmou que Espinosa mantém sua inocência e nega ter agido com intenção criminosa. Segundo a defesa, os pagamentos ocorreram dentro de um programa aprovado publicamente e administrado por funcionários municipais.

Perez também argumentou que uma possível infração ética não equivale, automaticamente, a um crime. A advogada informou que pretende contestar as acusações na Justiça e ressaltou o direito da prefeita à presunção de inocência. FOX 35 Orlando

O caso já havia provocado apurações éticas e uma tentativa de abertura de processo de destituição na comissão municipal, que não avançou. Conforme informações divulgadas pela cidade na quarta-feira, a vice-prefeita Angela Eady desempenharia as funções da prefeita em reuniões e cerimônias durante sua ausência, enquanto os serviços municipais continuariam funcionando normalmente.

A investigação criminal foi conduzida pelo Departamento de Aplicação da Lei da Florida (FDLE), com apoio da Divisão de Investigações Criminais do Departamento de Serviços Financeiros estadual. Espinosa responde a duas acusações e ainda não foi condenada.

Fonte: Da redação

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