Filha de milionário é condenada por ser motorista de saques em Londres
Laura Johnson, de 20 anos, filha de um milionário
britânico, foi condenada nesta quinta-feira por ter atuado como
motorista durante as manifestações e saques ocorridos em agosto de 2011
em Londres, quando a região central da cidade foi tomada por uma onda de
tumultos.
Um júri popular decidiu pela condenação por roubo, já
que os manifestantes que ela conduziu em seu carro roubaram mais de 5
mil libras (cerca de R$ 14 mil) em eletrônicos.
De três
acusações, Laura foi absolvida de uma e condenada por outra, e o júri
ainda decidirá sobre uma terceira, antes que a Justiça chegue a uma
sentença.
Ela nega as acusações e diz que foi coagida pelos
manifestantes. Em seu depoimento à corte, ela reiterou a versão de que
teria ido à casa de um dos jovens para entregar-lhe um objeto, e foi
surpreendida quando ele e outros rapazes entraram em seu carro e lhe
deram ordens de dirigir.
Laura afirma que não tinha de condições
de dizer não para um dos envolvidos na ação, conhecido como "T-Man", que
ela tinha acabado de conhecer.
Joias
Semanas atrás, Laura disse à polícia que os manifestantes que estavam em seu carro sugeriram que ela roubasse joias.
"Um
dos garotos disse que nós deveríamos assaltar joalherias e ele disse,
'Laura, quer ir para casa com um colar de 10 mil libras (R$ 28 mil)
hoje?'", contou .À polícia, ela disse ter recusado a ideia.
Laura
afirma que, na noite dos crimes, foi até a casa de "T-Man", também
conhecido como "D-Man" ou "Sylar", para entregar a ele um carregador de
celular. Pouco após chegar ao local, ele e outros rapazes entraram no
carro e deram ordens de que ela dirigisse.
Por cerca de duas
horas, ela dirigiu por diferentes pontos de Londres, conforme era
instruída pelos rapazes que passavam por lojas, furtando eletrônicos
como televisões.
A jovem disse à Justiça que tinha se planejado
somente para entregar o carregador para "T-Man" e que jamais imaginou
que dirigiria pelas ruas da capital britânica em meio aos tumultos.
"Não
tive a impressão de que eles fossem o tipo de pessoa para quem você
pode dizer não. Obviamente, esta não era a maneira como esperei que meu
dia fosse transcorrer. Não foi algo que eu planejei fazer", afirmou a
jovem.