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Revista Brazilian Times # 83
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EUA abrem investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais

A Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou nesta terça-feira (15) a abertura de uma investigação formal contra o Brasil, sob a alegação de práticas comerciais desleais que estariam prejudicando empresas norte-americanas. A apuração será conduzida com base na Seção 301 do Ato de Comércio de 1974, instrumento legal que permite aos Estados Unidos adotarem medidas unilaterais em defesa de seus interesses comerciais.

Da redação

A Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou nesta terça-feira (15) a abertura de uma investigação formal contra o Brasil, sob a alegação de práticas comerciais desleais que estariam prejudicando empresas norte-americanas. A apuração será conduzida com base na Seção 301 do Ato de Comércio de 1974, instrumento legal que permite aos Estados Unidos adotarem medidas unilaterais em defesa de seus interesses comerciais.

A investigação abrangerá uma série de áreas estratégicas, incluindo comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas comerciais, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado brasileiro de etanol e políticas ambientais relacionadas ao controle do desmatamento ilegal.

De acordo com o USTR, os atos, políticas e práticas adotadas pelo governo brasileiro nessas áreas podem ser considerados “injustificáveis ou discriminatórios” e potencialmente lesivos ao comércio dos Estados Unidos.

Em comunicado oficial, o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, atribuiu a decisão à orientação direta do presidente Donald Trump.

“Por determinação do presidente Trump, estou iniciando uma investigação da Seção 301 sobre os ataques do Brasil a empresas americanas de mídia social, além de outras práticas comerciais desleais que prejudicam nossas empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores de tecnologia”, declarou.

A Seção 301 do Ato de Comércio é amplamente conhecida por ter sido usada em disputas comerciais com países como China, Canadá e União Europeia, sendo considerada uma das principais ferramentas do governo norte-americano para responder a condutas comerciais que violem acordos internacionais ou que imponham barreiras ao comércio justo.

Até o momento, o governo brasileiro não se manifestou oficialmente sobre a abertura do processo. Nos bastidores, diplomatas avaliam a medida com preocupação, temendo impactos diretos sobre setores sensíveis da economia brasileira, como o agronegócio, a tecnologia e a indústria de biocombustíveis.

O USTR informou que a investigação incluirá um período de consulta pública e a realização de audiências com representantes de empresas, sindicatos e sociedade civil norte-americana nas próximas semanas.

A escalada da tensão comercial entre os dois países ocorre em um momento de instabilidade no cenário internacional e pode ter desdobramentos relevantes para as relações bilaterais entre Brasília e Washington.

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