O governo do Presidente Donald Trump anunciou que irá intensificar a presença de agentes de imigração na cidade de Nova York, após um agente da Patrulha de Fronteira ser baleado durante uma tentativa de assalto no último sábado, em Fort Washington Park, na região de Washington Heights. O ataque reacendeu o debate sobre as políticas de “cidades-santuário” e provocou duras críticas à administração municipal.
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Governo Trump promete reforço de agentes da imigração em Nova York após atentado contra agente de imigração
O governo do Presidente Donald Trump anunciou que irá intensificar a presença de agentes de imigração na cidade de Nova York, após um agente da Patrulha de Fronteira ser baleado durante uma tentativa de assalto no último sábado, em Fort Washington Park, na região de Washington Heights. O ataque reacendeu o debate sobre as políticas de “cidades-santuário” e provocou duras críticas à administração municipal.
O diretor interino do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês), Tom Homan, declarou nesta segunda-feira (21) que a cidade será “inundada” com agentes federais. “Você não quer nos deixar prender o criminoso dentro da cadeia, com segurança? Então vai soltá-lo na rua, colocando em risco a comunidade, o agente e até mesmo o imigrante. Qualquer coisa pode acontecer numa prisão feita na rua”, afirmou.
Segundo as autoridades, os dois suspeitos do crime são imigrantes indocumentados oriundos da República Dominicana. Miguel Francisco Mora Nunez e Christhian Aybar-Berroa aguardam audiência judicial. O Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês) informou que Mora havia sido ordenado a deixar o país em 2023 e possuía um mandado ativo por sequestro e assalto à mão armada em Massachusetts. Aybar-Berroa, apontado como o condutor da motocicleta usada na ação, já havia sido preso oito vezes entre março e abril do ano passado por crimes como roubo, furto e direção perigosa.
O atentado ocorreu quando o agente, que estava de folga e acompanhado de uma mulher, foi abordado pelos suspeitos. Ele foi atingido no rosto e no braço, mas conseguiu revidar, atingindo a perna do atirador.
A secretária Kristi Noem, aliada de Trump, responsabilizou diretamente o prefeito Eric Adams e o Conselho Municipal de Nova York pelas falhas na segurança pública. “Quantas vidas mais serão perdidas? Quantas pessoas terão que ser feridas para que a segurança pública seja, de fato, uma prioridade nas grandes cidades?”, questionou. “Esse agente está hospitalizado hoje por causa das políticas implementadas por Adams e seus aliados.”
Em resposta, o prefeito declarou: “Eu apenas executo as regras. Não sou responsável pelas leis que são estabelecidas.” Adams também reconheceu que os dois suspeitos possuem extensas fichas criminais e deveriam ter sido deportados há meses.
Com a escalada das tensões, Homan afirmou que as chamadas cidades-santuário — que limitam a cooperação com autoridades federais de imigração — passarão a ser alvos prioritários do ICE. “Estamos voltando com força para essas áreas”, disse.
Adams rebateu a ofensiva federal, dizendo que não apoia ações contra imigrantes que estão tentando se legalizar: “Não recomendo que agentes persigam aqueles que estão buscando um caminho para a cidadania.”
O caso reacende o embate entre as políticas de imigração federal e as decisões locais em grandes centros urbanos, como Nova York, onde a proteção de imigrantes indocumentados segue sendo tema de intensas disputas políticas e jurídicas.




