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Revista Brazilian Times # 83
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Morre Hulk Hogan, ícone da luta livre, aos 71 anos após parada cardíaca

Hulk Hogan, lenda da luta livre e ícone da WWE, morreu aos 71 anos após sofrer uma parada cardíaca na Flórida. Com uma carreira marcada por títulos, filmes e controvérsias, ele se tornou um dos nomes mais influentes da cultura pop dos anos 80 e 90.

O lendário lutador Hulk Hogan, nome artístico de Terry Bollea, faleceu nesta quinta-feira (24) aos 71 anos, vítima de uma parada cardíaca. A informação foi confirmada pela WWE, que lamentou a perda de um dos maiores nomes da história da luta livre profissional.

Considerado um dos principais responsáveis por transformar a WWE em uma potência global nas décadas de 1980 e 1990, Hogan conquistou fama mundial com seu estilo extravagante e carisma, tornando-se uma figura conhecida dentro e fora dos ringues. Ele estrelou diversos filmes, programas de TV e se tornou um ícone da cultura pop.

Segundo autoridades da cidade de Clearwater, na Flórida, equipes de emergência foram acionadas para a residência do lutador após um chamado relatando uma parada cardíaca. Hogan foi socorrido no local e levado ao Hospital Morton Plant, onde foi declarado morto.

Durante sua carreira, Hogan acumulou doze títulos mundiais — seis na WWF e seis na WCW. Entre 1984 e 1988, manteve o cinturão da WWF por 1.474 dias consecutivos, um feito histórico. Foi também o primeiro a vencer duas edições seguidas do Royal Rumble, em 1990 e 1991.

Com frases marcantes como “meus bíceps têm 24 polegadas” e conselhos como “faça suas orações e tome suas vitaminas”, Hogan foi a face da “era de ouro” da luta livre. Suas rivalidades com nomes como André, o Gigante, Randy Savage e Roddy Piper ajudaram a consolidar o wrestling como um fenômeno global e bilionário.

Além dos ringues, Hogan teve uma carreira no entretenimento. Participou de filmes como Rocky III (1982), Desafio Total (1989), Comando Suburbano (1991) e O Senhor Babá (1993). Também estrelou a série Thunder – Missão no Mar, sempre com papéis voltados para ação e comédia.

No entanto, sua trajetória também foi marcada por controvérsias. Em 2015, um áudio com declarações racistas veio à tona, afetando sua imagem pública. Anos antes, Hogan processou o site Gawker por divulgar um vídeo íntimo sem autorização, vencendo o caso com uma indenização de US$ 115 milhões — um processo que levou o site à falência e impactou o debate sobre privacidade na mídia.

Fora da luta livre, Hogan demonstrou interesse pelo cenário político. Ele chegou a participar de eventos do Partido Republicano e, em uma convenção, declarou apoio ao então presidente Donald Trump, arrancando sua camisa em um gesto teatral que remetia aos tempos de glória nos ringues.

A WWE prestou homenagem em suas redes sociais, destacando a importância de Hogan na expansão global da marca. “A WWE estende suas condolências à família, amigos e fãs de Hulk Hogan”, declarou a empresa.

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