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Revista Brazilian Times # 86
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Senador Alex Padilla propõe lei para facilitar green card a imigrantes com mais de sete anos nos EUA

Proposta pode beneficiar mais de 8 milhões de pessoas, incluindo trabalhadores essenciais, Dreamers e portadores de vistos temporários

Da redação

Em meio ao aumento das ações federais de fiscalização imigratória no sul da Califórnia, o senador Alex Padilla (D-Calif.) anunciou no dia 25, um projeto de lei que visa modernizar a Lei de Imigração de 1929, abrindo novos caminhos para que imigrantes obtenham residência legal permanente nos Estados Unidos.

Durante coletiva em Los Angeles, Padilla apresentou a proposta que atualiza o chamado Registry Bill, criado em 1929 e alterado pela última vez em 1986, ainda durante o governo Ronald Reagan. Atualmente, a lei só permite que imigrantes que vivem no país desde 1º de janeiro de 1972 solicitem o green card. A proposta de Padilla altera esse critério, permitindo a solicitação para qualquer imigrante que comprove residência contínua de pelo menos sete anos, desde que não possua antecedentes criminais e atenda aos demais requisitos legais.

“Os americanos sabem que existe um caminho melhor do que o cruel bode expiatório do governo Trump, que criminaliza imigrantes trabalhadores e espalha medo em nossas comunidades”, afirmou o senador. “Se você vive aqui há mais de sete anos, paga impostos, contribui com sua comunidade e não tem ficha criminal, então você merece uma chance justa de legalização.”

Segundo o gabinete de Padilla, a mudança pode beneficiar mais de 8 milhões de pessoas, incluindo os chamados Dreamers, cidadãos deslocados de forma forçada, portadores de Status de Proteção Temporária (TPS), filhos de portadores de vistos de longa duração, trabalhadores essenciais e detentores do visto H-1B.

A proposta é copatrocinada por outros senadores democratas e independentes, como Cory Booker (NJ), Tammy Duckworth (IL), Bernie Sanders (VT) e Elizabeth Warren (MA). Projetos semelhantes estão sendo apresentados na Câmara dos Representantes pela deputada Zoe Lofgren (D-Calif.) e no Senado pelo senador Dick Durbin (D-Ill.), que integra o Comitê Judiciário.

Angelica Salas, diretora executiva da Coalizão pelos Direitos Humanos dos Imigrantes (CHIRLA), também participou do anúncio e defendeu a proposta como um passo necessário rumo à justiça social. “Nós somos mais do que lágrimas e medo. Somos seres humanos que lutam para manter suas famílias unidas e sonham com um futuro melhor”, disse.

A campanha “We Belong Here” (Pertencemos Aqui), formada por centenas de organizações em todo o país, promete mobilização nacional para apoiar a iniciativa.

Tanto Padilla quanto a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, têm criticado abertamente a forma como o governo Trump conduz as operações de deportação, acusando as autoridades federais de violar direitos legais e de mirar comunidades com base em características raciais, contrariando promessas de focar apenas em indivíduos com antecedentes criminais.

A Casa Branca nega as acusações e afirma que as ações seguem as promessas de campanha do presidente Donald Trump, que incluem deportações em massa e endurecimento da política migratória. O governo também destaca a queda no número de cruzamentos ilegais na fronteira com o México desde que Trump assumiu o cargo.

A proposta de Padilla reacende o debate sobre a necessidade de uma reforma imigratória abrangente e pode se tornar uma das principais bandeiras do Senado nos próximos meses, em contraste direto com o endurecimento das políticas federais.

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