Ashley Spring, enfermeira e ex-candidata ao Comitê Escolar, ainda responde por outras três acusações relacionadas ao incidente ocorrido durante a prisão de uma imigrante brasileira
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Justiça derruba acusação absurda contra ativista que jogou água em policial durante prisão de brasileira em Worcester (MA)
A Promotoria do Distrito Noroeste de Massachusetts retirou no dia 23, a acusação de agressão com arma perigosa contra Ashley R. Spring, ativista e ex-candidata ao Comitê Escolar de Worcester, que havia sido detida após lançar água de uma mamadeira contra um policial durante uma operação do Departamento de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), em 8 de maio.
A acusação original — um crime grave de agressão com arma perigosa — baseava-se no relato de que Spring teria borrifado um “líquido desconhecido” em um oficial da polícia. Posteriormente, imagens de câmeras corporais confirmaram que o líquido era apenas água e a arma perigosa era uma mamadeira. O juiz Jennifer Ginsburg, após ouvir a promotoria e a defesa, aceitou o pedido para retirada da acusação.
“Era água”, afirmou Spring na gravação, logo após o policial Juan Vallejo relatar o incidente a outro agente. Na filmagem, Vallejo diz: “Desordem, perturbação, e ela me borrifou água no rosto.”
Spring, que se identifica com pronomes neutros (they/them), disse ao site MassLive que a acusação havia comprometido sua possibilidade de continuar trabalhando como enfermeira contratada na rede de escolas públicas de Worcester. Com o fim do ano letivo e a expiração do contrato, seria necessário reaplicar para uma nova vaga, o que foi impedido pela acusação de crime grave.
“Perdi meu emprego nas Escolas Públicas de Worcester”, disse Spring. “Sou mãe solo de duas crianças, e o único emprego que posso exercer é no sistema escolar.”
A rede escolar não respondeu imediatamente aos pedidos de esclarecimento.
Apesar da retirada da acusação de crime com arma perigosa, Spring ainda responde por três acusações: agressão a policial (contravenção), conduta desordeira e obstrução da atuação policial.
A audiência para análise de um pedido de arquivamento das demais acusações está marcada para 25 de setembro.
O incidente aconteceu no momento em que agentes do ICE e policiais de Worcester realizavam a prisão de uma mulher brasileira de 40 anos, mãe de três filhos, na mesma rua onde Spring estava.
Spring foi detida na Eureka Street, próximo à residência da imigrante.
Ao final da audiência, Spring deixou o tribunal visivelmente emocionada e foi abraçada por familiares e apoiadores. “Vamos lutar”, disseram Spring e seu advogado Carl Williams, que ressaltou os impactos emocionais e profissionais que o caso trouxe à vida da ativista.
Nas redes sociais, apoiadores têm promovido campanhas de arrecadação para ajudar Spring a enfrentar os desafios financeiros decorrentes do processo judicial.
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